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Governo Lula rejeita proposta da ONU para financiar hotéis na COP-30

Governo não subsidia hospedagens na COP-30 e força-tarefa busca solucionar preços abusivos em Belém, ameaçando a participação internacional

Miriam Belchior, secretária-executiva da Casa Civil (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • O governo federal não atendeu ao pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para subsidiar hospedagens de diplomatas durante a COP-30, que ocorrerá em Belém de 10 a 21 de novembro.
  • A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que não é viável subsidiar delegações, mesmo de países mais ricos.
  • O governo sugeriu que a ONU aumente o valor do auxílio, que atualmente é de cerca de 250 dólares em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas não chega a 150 dólares em Belém.
  • Mais de vinte negociadores enviaram um documento ao Brasil pedindo intervenção nos preços das hospedagens, ameaçando transferir a conferência para outro país se a situação não for resolvida.
  • Uma força-tarefa foi criada para lidar com os preços abusivos, e 47 delegações diplomáticas já confirmaram suas reservas para o evento.

O governo federal rejeitou o pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) para subsidiar as hospedagens de diplomatas que participarão da COP-30, programada para ocorrer em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro. A decisão foi anunciada na última sexta-feira, 22, e gerou preocupações sobre os altos preços cobrados pelos hotéis na capital paraense.

A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que não é viável subsidiar delegações, mesmo de países mais ricos que o Brasil. Em resposta, o governo sugeriu que a ONU aumente o valor do auxílio para cobrir as diárias, que atualmente é de cerca de 250 dólares (aproximadamente 1.355 reais) em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas não chega a 150 dólares (cerca de 813 reais) em Belém.

A pressão internacional sobre os preços abusivos levou mais de vinte negociadores a enviar um documento ao Brasil, solicitando intervenção nos valores das hospedagens. Caso a situação não seja resolvida, a carta sugere que a conferência seja transferida para outro país. A crise gerou tensões entre o governo e a rede hoteleira local, além de plataformas como AirBnb, Decolar e Booking, que não responderam aos pedidos do Ministério da Justiça sobre as tarifas elevadas.

Força-tarefa e Ações Futuras

Para enfrentar a situação, a organização da COP-30 anunciou a criação de uma força-tarefa destinada a abordar os preços abusivos em Belém. O secretário extraordinário do evento, Valter Correia, informou que 47 delegações diplomáticas já confirmaram suas reservas para a conferência. A expectativa é que as ações da força-tarefa ajudem a mitigar os impactos dos altos custos de hospedagem, garantindo a participação efetiva dos países na COP-30.

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