- O governo Lula se reuniu com representantes de grandes plataformas digitais em 22 de agosto para discutir dois novos projetos de regulação.
- Os textos finais dos projetos não foram apresentados, gerando dúvidas sobre a transparência do processo.
- Um dos projetos, o PL dos Serviços Digitais, visa aumentar a transparência e proteger os direitos dos usuários, especialmente crianças e adolescentes.
- O outro projeto, o PL dos Mercados Digitais, tem como objetivo combater abusos concorrenciais.
- As plataformas pediram acesso aos textos para avaliar riscos jurídicos, mas o governo não forneceu detalhes adicionais.
BRASÍLIA — O governo Lula se reuniu com representantes de grandes plataformas digitais na sexta-feira, 22, para discutir dois novos projetos de regulação do setor. Entretanto, os textos finais não foram apresentados, gerando questionamentos sobre a transparência do processo.
Durante a reunião no Palácio do Planalto, que durou cerca de uma hora e meia, foram apresentadas as linhas-base dos projetos. Um deles, o PL dos Serviços Digitais, busca aumentar a transparência e os direitos dos usuários na internet, incluindo a proteção de crianças e adolescentes. O outro, o PL dos Mercados Digitais, tem como objetivo combater abusos concorrenciais.
As plataformas solicitaram acesso aos textos finais para entender os “possíveis riscos de insegurança jurídica”, mas o governo optou por não aprofundar os detalhes. Um participante da reunião expressou confusão sobre o propósito do encontro, já que não havia como discutir sem conhecer o conteúdo.
Expectativas e Críticas
Representantes das big techs questionaram critérios como a definição de “grande porte”, que considera empresas com três milhões de usuários, enquanto na Europa esse número é de 45 milhões. O governo, por sua vez, acredita que há pouca margem para manobra na regulação, seguindo o que foi definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho.
O próximo passo do governo é decidir quando enviar os projetos ao Congresso, com expectativa de que isso ocorra na próxima semana. A aprovação recente do PL do ECA Digital, que trata da proteção de crianças e adolescentes online, pode acelerar esse processo. O governo já havia tentado regular as plataformas digitais anteriormente, mas o PL 2630, conhecido como “PL das Fake News”, não avançou devido à pressão das big techs.
Entre na conversa da comunidade