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Oposição solicita suspensão de audiência sobre a privatização da Celepar

Oposição questiona falta de transparência e formato online da audiência sobre privatização da Celepar, essencial para dados do estado

Sede da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) (Foto: Reprodução)
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  • A bancada de oposição no Paraná, composta por parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), pediu à Justiça a suspensão de uma audiência pública sobre a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).
  • A audiência está agendada para o dia 3 de setembro e os opositores afirmam que faltam informações essenciais sobre o modelo de privatização proposto.
  • Os deputados criticam a falta de clareza sobre os serviços e áreas que serão afetados e os impactos para a população.
  • O formato exclusivamente online da audiência foi questionado, pois limita a participação de cidadãos sem acesso adequado à internet.
  • Os parlamentares ressaltam que a falta de informações prévias compromete a transparência e a possibilidade de debater o tema de forma informada.

A bancada de oposição no Paraná, composta por parlamentares do PT e PDT, solicitou à Justiça a suspensão de uma audiência pública sobre a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). A audiência está marcada para o dia 3 de setembro e, segundo os opositores, carece de informações essenciais.

Os deputados argumentam que o edital do governo de Ratinho Jr não esclarece o modelo de privatização proposto, seja ele total, parcial ou por concessão. Além disso, não foram especificados os serviços e áreas afetados, nem os impactos para a população e municípios. A falta de um procedimento claro para habilitação de entidades e expositores também foi criticada, pois o regulamento não estava disponível no site oficial indicado.

Críticas ao Formato Online

Outro ponto levantado pela bancada é o formato exclusivamente online da audiência, que, segundo eles, limita a participação de cidadãos e entidades que não têm acesso adequado à internet. Os parlamentares defendem um modelo híbrido, que permita maior inclusão da sociedade civil. O documento destaca que a ausência de informações prévias sobre a desestatização fere princípios de publicidade e transparência.

Os deputados afirmam que é inviável colher sugestões sobre um tema desconhecido, ressaltando que a sociedade paranaense está sendo convidada a debater “às cegas”. A Celepar, criada em 1964, é a primeira empresa pública de tecnologia da informação do Brasil e é responsável por armazenar dados cruciais, como prontuários do SUS e registros escolares.

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