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Pentágono limita uso de mísseis ucranianos em conflito com a Rússia

Pentágono limita uso de mísseis táticos pela Ucrânia, complicando operações militares e afetando negociações de paz com a Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, se encontram no Salão Oval da Casa Branca, em meio às negociações para encerrar a guerra russa na Ucrânia, em Washington (Foto: Kevin Lamarque - 18.ago.25/Reuters)
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  • O Pentágono impediu a Ucrânia de usar mísseis táticos americanos para atacar alvos na Rússia, limitando suas operações militares.
  • A restrição, não anunciada, foi imposta desde o final de junho e afeta sistemas de mísseis de longo alcance, como o Atacms, com alcance de quase 305 quilômetros.
  • A Ucrânia tentou obter autorização para usar o Atacms contra um alvo russo, mas não teve permissão.
  • A Casa Branca busca incentivar negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, tem a palavra final sobre os pedidos de Kiev.
  • A postura atual do governo Trump é diferente da do ex-presidente Joe Biden, que permitiu ataques ucranianos ao território russo.

O Pentágono impediu a Ucrânia de utilizar mísseis táticos americanos para atacar alvos na Rússia, limitando suas operações militares. A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal neste sábado (23), citando autoridades do governo dos Estados Unidos. Desde o final de junho, a determinação não anunciada do Departamento de Defesa dos EUA restringe o uso de sistemas de mísseis de longo alcance, como o Atacms, que possui um alcance de quase 305 km.

Em pelo menos uma tentativa, a Ucrânia buscou autorização para usar o Atacms contra um alvo russo, mas não obteve permissão. Essa restrição ocorre em um contexto onde a Casa Branca tenta incentivar negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia. O subsecretário de política do Pentágono, Elbridge Colby, implementou um “mecanismo de revisão” que dá ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, a palavra final sobre os pedidos de Kiev.

Mudanças na Política Militar

A postura atual do governo Trump contrasta com a do ex-presidente Joe Biden, que havia permitido que a Ucrânia atacasse o território russo. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que não houve mudança na postura militar em relação à Rússia e que o presidente Trump deseja o fim da guerra na Ucrânia.

Trump, em declarações recentes, destacou que a Ucrânia não conseguiria vencer a guerra sem atacar a Rússia. Apesar disso, autoridades americanas afirmaram que suas declarações não indicam uma mudança na política que dispensaria o mecanismo de revisão do Pentágono. Um funcionário da Casa Branca sugeriu que Trump poderia reconsiderar a facilitação de operações ofensivas ampliadas contra a Rússia.

Apoio Militar e Novas Armas

Além do Atacms, outros sistemas de armas de longo alcance, como o míssil de cruzeiro Storm Shadow britânico, têm sido fornecidos à Ucrânia, permitindo ameaçar alvos estratégicos russos. Trump também ameaçou aumentar sanções contra o Kremlin, condicionando um cessar-fogo à aceitação de suas propostas. A decisão sobre novas armas para a Ucrânia foi adiada após um encontro com o presidente russo Vladimir Putin.

A situação permanece tensa, com a Ucrânia buscando apoio militar contínuo enquanto enfrenta restrições significativas em suas operações contra a Rússia.

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