- A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, por violação de sigilo, obstrução de investigação e coação no curso do processo.
- A denúncia foi protocolada em 22 de setembro e está sob a relatoria de Moraes.
- Tagliaferro é investigado por ter ordenado a produção de relatórios contra bolsonaristas no inquérito das fake news em 2022.
- Atualmente, ele reside na Itália, onde prepara uma denúncia contra Moraes para o Parlamento Europeu.
- A PGR considera sua saída do Brasil como um alinhamento com atos antidemocráticos e menciona que ele anunciou a intenção de revelar informações sigilosas.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, por crimes como violação de sigilo, obstrução de investigação e coação no curso do processo. A denúncia foi protocolada na última sexta-feira, 22 de setembro, e está sob a relatoria do próprio Moraes.
Tagliaferro foi investigado após reportagens revelarem que seu gabinete no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ordenou a produção de relatórios para decisões contra bolsonaristas no inquérito das fake news em 2022. O procurador-geral, Paulo Gonet, afirmou que o ex-assessor deve responder por tentar abolição do Estado democrático de Direito.
Em abril, Tagliaferro já havia sido indiciado pela Polícia Federal. A investigação revelou que ele vazou informações confidenciais, utilizando mensagens de seu celular, que foram acessadas após a quebra de sigilo. A PGR destacou que o ex-assessor agiu para obstruir investigações e favorecer interesses pessoais e de terceiros.
Saída do Brasil
Atualmente, Tagliaferro reside na Itália, onde prepara uma denúncia contra Moraes para apresentar ao Parlamento Europeu. Sua saída do Brasil é interpretada pela PGR como um alinhamento com atos antidemocráticos. A denúncia menciona que ele anunciou publicamente sua intenção de revelar informações sigilosas e lançou uma campanha de arrecadação para financiar suas ações.
A Folha de S.Paulo teve acesso a mais de seis gigabytes de mensagens trocadas entre auxiliares de Moraes, incluindo Tagliaferro. O gabinete do ministro, à época, afirmou que todos os procedimentos eram oficiais e documentados. A defesa de Tagliaferro nega qualquer irregularidade e afirma que ele não foi responsável pelo suposto vazamento de informações.
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