- Legisladores do Texas aprovaram um novo mapa eleitoral em votação partidária, com 18 votos a favor e 11 contra.
- O objetivo é aumentar a vantagem do Partido Republicano nas eleições de 2026.
- A proposta deve ser sancionada pelo governador do Texas, Greg Abbott, para entrar em vigor.
- Os democratas planejam contestar legalmente a medida, alegando discriminação racial contra eleitores afro-americanos e latinos.
- Outros estados, como Califórnia, Indiana, Ohio e Missouri, também estão considerando mudanças em seus mapas eleitorais para favorecer o partido no poder.
Legisladores do Texas aprovaram um novo mapa eleitoral em uma votação partidária, com o objetivo de fortalecer a posição do Partido Republicano nas eleições de 2026. A votação, que ocorreu no último sábado, resultou em 18 votos a favor e 11 contra, após intensos debates. O governador do Texas, Greg Abbott, deverá sancionar a proposta para que ela entre em vigor.
A medida é parte de uma estratégia mais ampla do ex-presidente Donald Trump, que busca garantir a manutenção da maioria republicana na Câmara dos Representantes. O novo mapa, que utiliza a técnica de “gerrymandering”, pode resultar em até cinco assentos adicionais para os republicanos, ao redesenhar os distritos eleitorais de forma a favorecer candidatos conservadores.
Os democratas, que se opõem à medida, alegam que o novo desenho eleitoral discrimina eleitores afro-americanos e latinos, diluindo seus votos. Eles planejam contestar legalmente a aprovação, argumentando que a mudança viola a Lei de Direito ao Voto, uma legislação crucial para a proteção dos direitos civis.
Reação dos Democratas e Outros Estados
A controvérsia gerou reações em outros estados, como a Califórnia, onde o governador Gavin Newsom propôs um mapa eleitoral que poderia garantir até cinco assentos a mais para os democratas. A legislatura californiana aprovou a proposta por unanimidade, e um referendo será realizado para consultar os eleitores sobre a modificação temporária dos limites dos distritos.
Além disso, outros estados, como Indiana, Ohio e Missouri, também estão considerando mudanças em seus mapas eleitorais, seguindo a mesma lógica de garantir vantagens para o partido no poder. A governadora de Nova York, Kathy Hochul, criticou a manobra do Texas, afirmando que se trata de um “último suspiro de um partido desesperado”.
As eleições de meio de mandato costumam favorecer o partido fora do poder na Casa Branca, e a disputa por cadeiras na Câmara dos Representantes promete ser acirrada. Com 27 assentos em jogo, a manipulação dos distritos pode intensificar a polarização política, à medida que ambos os partidos lutam por controle.
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