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Alcolumbre destaca pressão constante para escolher lado na política atual

Davi Alcolumbre alerta para a falta de diálogo no Congresso e condena ataques pessoais relacionados à sua religião judaica

O presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), diz sofrer pressão para aderir ao governo e à oposição (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
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  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, expressou preocupação com a polarização política no Brasil durante evento em homenagem ao ex-ministro Edison Lobão.
  • Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta, enfrentam pressões para se posicionar a favor ou contra o governo.
  • Ele afirmou ter o direito de discordar tanto da direita quanto da esquerda e criticou a “guerra eleitoral” no Congresso.
  • O senador também mencionou ataques pessoais relacionados à sua religião judaica, destacando a gravidade das ofensas nas redes sociais.
  • Alcolumbre fez um apelo a Motta para que mantenha a firmeza diante das pressões e ressaltou a importância do diálogo e do respeito entre os poderes.

BRASÍLIA – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manifestou nesta quarta-feira, 20, sua preocupação com a crescente polarização política no Brasil. Durante um evento em homenagem ao ex-ministro Edison Lobão, Alcolumbre afirmou que ele e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), têm enfrentado pressões para se posicionarem a favor ou contra o governo.

Alcolumbre destacou que é seu direito discordar tanto da direita quanto da esquerda. “Estamos sendo convocados ou até ameaçados a escolher um lado. Concordo com muitas pautas, mas discordo de outras”, declarou. Ele criticou a atual “guerra eleitoral” no Congresso e enfatizou a necessidade de diálogo e pacificação política.

Críticas à Polarização

O senador também se referiu a um momento crítico em que os trabalhos legislativos foram interrompidos devido a ocupações por parte da oposição. “Vivemos um momento delicado da história da nação, onde a falta de diálogo tem prevalecido”, afirmou. Alcolumbre lamentou a ausência de discussões construtivas e reiterou a urgência de um ambiente político mais colaborativo.

Além disso, o presidente do Senado mencionou ataques pessoais que tem recebido, especialmente relacionados à sua religião judaica. Ele citou o Holocausto como um exemplo de intolerância e ressaltou a gravidade das ofensas que circulam nas redes sociais. “Estou sendo agredido na minha religião. Isso é inaceitável”, disse.

Chamado à Unidade

Alcolumbre também fez um apelo ao presidente da Câmara para que mantenha sua firmeza diante das pressões. “Fique firme, Hugo Motta. Você é presidente da Câmara, teve 444 votos. Estou aqui com 73 votos. Precisamos de equilíbrio e serenidade”, afirmou. Ele concluiu ressaltando a importância de respeitar as prerrogativas constitucionais de cada poder para vislumbrar um futuro melhor para o Brasil.

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