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Bélgica e França lutam contra a destruição de anticonceptivos para a África

Negociações diplomáticas buscam evitar a destruição de anticonceptivos avaliados em 10 milhões de dólares, com impacto em saúde pública na África

Imagem da nave em que estão armazenados anticonceptivos por valor de cerca de dez milhões de dólares, propriedade dos fundos de cooperação estadounidenses, na localidade de Geel, na Bélgica. (Foto: Marta Fiorin/REUTERS)
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  • O governo dos Estados Unidos planejava destruir um carregamento de anticonceptivos armazenados na Bélgica, gerando preocupações entre ONGs e governos.
  • A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) foi desmantelada, deixando o futuro dos produtos em dúvida.
  • Após pressão de organizações humanitárias, a destruição dos anticonceptivos foi suspensa temporariamente.
  • Negociações diplomáticas estão em andamento para evitar a incineração e garantir a distribuição dos produtos, avaliados em 10 milhões de dólares.
  • O carregamento inclui pílulas, dispositivos intrauterinos e implantes hormonais, destinados a missões humanitárias na África, onde a demanda é alta.

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, planejava a destruição de um carregamento de anticonceptivos armazenados na Bélgica, o que gerou preocupações entre ONGs e governos. A USAID, agência responsável pela distribuição, foi desmantelada, deixando o futuro desses produtos em dúvida.

Após intensa pressão de organizações humanitárias, a destruição dos anticonceptivos foi suspensa temporariamente. As negociações diplomáticas estão em andamento para evitar a incineração e garantir a distribuição dos produtos, que têm um valor estimado de 10 milhões de dólares. O carregamento, que inclui pílulas, dispositivos intrauterinos e implantes hormonais, estava destinado principalmente a missões humanitárias na África.

O diretor da Médicos do Mundo Bélgica, Federico Dessi, afirmou que as informações indicam que os anticonceptivos ainda estão em Geel, na Bélgica. O governo belga, ciente da situação, iniciou esforços diplomáticos junto à embaixada dos EUA em Bruxelas para impedir a destruição. A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores belga confirmou que estão sendo exploradas todas as opções para evitar a incineração.

Na França, o partido ecologista solicitou ao presidente Emmanuel Macron que intervenha. A líder do partido, Marine Tondelier, destacou que a destruição dos anticonceptivos contraria os princípios de solidariedade e saúde pública defendidos pelo país. Apesar de não haver meios legais para requisitar os produtos, as ONGs acreditam que a intervenção governamental é possível.

As organizações afirmam que a destruição dos anticonceptivos é um ato prejudicial, que pode resultar em 362 mil gravidezes indesejadas e 718 mortes maternas. A maioria dos produtos estava destinada a países como Quênia, Tanzânia e Mali, onde a demanda é alta. A pressão continua, e as ONGs estão mobilizando esforços para garantir que os anticonceptivos sejam distribuídos em vez de incinerados.

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