- Escavadeiras israelenses removeram centenas de árvores na aldeia de Al Mughayyir, na Cisjordânia, na presença de forças militares.
- O incidente ocorreu no último domingo e resultou em protestos e detenções.
- Moradores relataram a perda de oliveiras centenárias, com um agricultor afirmando que perdeu árvores com mais de 70 anos.
- Desde o início da guerra em Gaza, a violência na região aumentou, com pelo menos 971 palestinos mortos e 36 israelenses.
- O exército israelense informou que está coletando informações sobre os eventos em Al Mughayyir.
Escavadeiras israelenses arrancaram centenas de árvores na aldeia de Al Mughayyir, na Cisjordânia, na presença de forças militares, resultando em protestos e detenções. O incidente ocorreu no último domingo, com moradores relatando a perda de oliveiras centenárias.
Abdelatif Mohamed Abu Aliya, agricultor local, afirmou que perdeu oliveiras com mais de 70 anos em sua propriedade. Ele descreveu a ação como baseada em “argumentos falaciosos” e já iniciou o replantio das árvores. Outros moradores também se mobilizaram para replantar, enquanto a área ao redor da aldeia apresentava sinais de destruição.
Contexto da Violência
A operação de remoção de árvores começou na quinta-feira e, segundo uma ONG palestina, resultou em 14 detenções em três dias. Ghasan Abu Aliya, responsável por uma associação agrícola, comentou que o objetivo é “controlar e forçar as pessoas a emigrar”, prevendo que a situação se amplie por toda a Cisjordânia.
Desde o início da guerra em Gaza, a violência na região aumentou significativamente. Dados da AFP indicam que pelo menos 971 palestinos foram mortos por soldados ou colonos israelenses na Cisjordânia, enquanto 36 israelenses perderam a vida em ataques palestinos ou durante operações militares.
Situação Atual
Atualmente, cerca de três milhões de palestinos vivem na Cisjordânia, território ocupado por Israel desde 1967, ao lado de aproximadamente 500 mil israelenses em colônias consideradas ilegais segundo o direito internacional. O exército israelense, consultado pela AFP, afirmou que está coletando informações sobre os eventos em Al Mughayyir.
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