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Família em Gaza enfrenta morte iminente e não consegue evacuar a cidade

A ONU alerta para fome em Gaza, afetando 514 mil pessoas, enquanto Israel intensifica ofensiva, agravando a crise humanitária na região

Habitantes da Franja de Gaza carregam sacos de farinha de um convoy humanitário, a as portas de Beit Lahia, este sábado. (Foto: Associated Press/LaPresse)
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  • A ONU declarou uma situação de fome em Gaza, afetando quinhentas e quatorze mil pessoas e resultando em duzentas e oitenta e uma mortes relacionadas à desnutrição.
  • A crise humanitária se agrava com os planos do governo israelense de uma nova ofensiva na região.
  • A Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC) indica que quase um quarto da população de Gaza enfrenta condições de fome.
  • O Ministério da Saúde local informou que, nas últimas 24 horas, oito pessoas morreram por desnutrição, elevando o total de mortes a duzentas e oitenta e uma, sendo cento e quatorze crianças.
  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu a situação como um “fracasso da humanidade” e especialistas ressaltam que Israel tem responsabilidades legais sob a Quarta Convenção de Genebra.

A ONU declarou uma situação de fome em Gaza, afetando 514.000 pessoas e resultando em 281 mortes relacionadas à desnutrição. A crise humanitária se agrava com os planos do governo israelense de uma nova ofensiva na região, que já enfrenta um colapso em seus sistemas de sobrevivência.

Sumaya al Kafarna, de 35 anos, é um retrato da tragédia em Gaza. Esta mãe de cinco filhos, que perdeu mais da metade de seu peso devido à fome e ao câncer de mama, vive em uma precariedade extrema. Desde o início da ofensiva israelense, ela foi forçada a se deslocar mais de 20 vezes. “Estamos esperando nossa morte. Não temos para onde ir”, desabafa.

A situação se tornou ainda mais crítica após a declaração da ONU, que é a primeira de fome fora da África desde 2004. A Classificação Integrada de Segurança Alimentar (IPC) aponta que quase uma quarta parte da população de Gaza está em condições de fome. O Ministério da Saúde local informou que, nas últimas 24 horas, oito pessoas morreram por desnutrição, elevando o total de mortes relacionadas à fome a 281, sendo 114 crianças.

O governo israelense mobilizou 60.000 reservistas para uma nova ofensiva em Gaza, o que levanta preocupações entre organizações humanitárias sobre o agravamento da crise. Philippe Lazzarini, da UNRWA, afirmou que a fome em Gaza é “provocada pelo homem”, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu a situação como um “fracasso da humanidade”.

A declaração da ONU reacendeu apelos por uma resposta internacional urgente. Especialistas em direito internacional ressaltam que Israel, como potência ocupante, tem responsabilidades legais sob a Quarta Convenção de Genebra, incluindo garantir o acesso a alimentos e cuidados médicos. A situação em Gaza, marcada por deslocamentos forçados e escassez de alimentos, continua a se deteriorar, com previsões de que a fome se espalhe ainda mais pela região.

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