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França chama embaixador dos EUA após críticas sobre combate ao antissemitismo

França convoca embaixador dos EUA após críticas sobre antissemitismo, intensificando tensões diplomáticas em meio a conflitos no Oriente Médio

O presidente dos EUA, Donald Trump, com o presidente francês, Emmanuel Macron, durante uma reunião antes da cúpula da OTAN em Watford, em Londres (Foto: Kevin Lamarque - 03.dez.19/Reuters)
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  • A França convocou o embaixador dos Estados Unidos, Charles Kushner, após críticas sobre a resposta do governo francês ao antissemitismo.
  • Kushner enviou uma carta ao presidente Emmanuel Macron, expressando preocupação com o aumento de crimes de ódio contra a comunidade judaica desde o início do conflito em Gaza em outubro de 2023.
  • Na carta, publicada no Wall Street Journal, ele afirmou que judeus são agredidos diariamente e pediu ações mais contundentes contra o antissemitismo.
  • O Ministério das Relações Exteriores da França considerou as declarações de Kushner inaceitáveis e uma violação do direito internacional.
  • A situação reflete tensões nas relações entre França, Estados Unidos e Israel, com críticas mútuas sobre a condução do conflito no Oriente Médio.

A França convocou o embaixador dos Estados Unidos, Charles Kushner, após ele criticar o governo francês por sua resposta ao aumento do antissemitismo no país. A convocação ocorreu após Kushner enviar uma carta ao presidente Emmanuel Macron, na qual expressou preocupação com a escalada de crimes de ódio contra a comunidade judaica, especialmente após o início do conflito em Gaza em outubro de 2023.

Na carta, publicada no *Wall Street Journal*, Kushner afirmou que “não passa um dia sem que judeus sejam agredidos nas ruas” e pediu a Macron que intensificasse as ações contra o antissemitismo. Ele argumentou que as críticas do governo francês a Israel e o apoio ao reconhecimento de um estado palestino estão alimentando a hostilidade contra os judeus na França. O embaixador também mencionou vandalismos em sinagogas e empresas judaicas.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da França considerou as declarações de Kushner “inaceitáveis” e destacou que elas violam o direito internacional, especialmente a Convenção de Viena de 1961, que proíbe a interferência em assuntos internos de outros países. A França, que abriga a maior população judaica da Europa Ocidental, tem reforçado a segurança em locais judaicos em resposta ao aumento de incidentes antissemitas.

Tensão nas Relações Diplomáticas

A carta de Kushner segue críticas do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, a Macron, que acusou o presidente francês de “alimentar o fogo antissemita”. Macron, por sua vez, tem criticado a condução da guerra em Gaza e defendido a proteção dos direitos humanos dos civis palestinos. A situação reflete a crescente tensão nas relações entre França, Estados Unidos e Israel, em um contexto de polarização sobre o conflito no Oriente Médio.

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