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Narcotraficante se disfarça de revolucionário e desafia o governo colombiano

Ataque do Estado Mayor Central em Cali revela fragilidade do processo de paz e intensifica a crise de segurança na Colômbia

Iván Mordisco, em San Vicente del Caguán, no dia 16 de abril de 2023. (Foto: Ernesto Guzmán Jr. - EFE)
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  • A cidade de Cali, na Colômbia, enfrenta uma crise de segurança devido à atuação de Iván Mordisco, líder do Estado Mayor Central (EMC), um grupo dissidente das FARC.
  • Recentemente, o EMC realizou um ataque com cilindros bomba em uma base aérea, resultando em seis mortos e mais de setenta feridos.
  • O presidente da República, Gustavo Petro, classificou o ataque como um crime contra a humanidade e declarou o EMC como uma organização terrorista.
  • O EMC havia negociado um cessar-fogo com o governo em outubro de 2023, mas a situação se deteriorou rapidamente, com mais da metade dos integrantes abandonando as negociações em abril de 2024.
  • A presença do EMC em áreas estratégicas da Colômbia, como Cauca e Nariño, evidencia a dificuldade do governo em conter a violência e a expansão dessas facções.

A cidade de Cali, na Colômbia, enfrenta uma grave crise de segurança com a ascensão de Iván Mordisco, líder do Estado Mayor Central (EMC), um grupo dissidente das FARC. Na última semana, o EMC realizou um ataque com cilindros bomba em uma base aérea, resultando em seis mortos e mais de 70 feridos. Este ataque marca uma escalada nas táticas do grupo, que agora se posiciona como uma organização terrorista, segundo o presidente Gustavo Petro.

O ataque em Cali é um reflexo da fragilidade do processo de paz na Colômbia. O EMC, que se sentou para negociar com o governo em outubro de 2023, havia acordado um cessar-fogo bilateral, mas a situação se deteriorou rapidamente. Em abril de 2024, mais da metade dos integrantes do grupo abandonou as negociações, impulsionados por Mordisco, que se opõe a qualquer forma de diálogo político.

Petro classificou os ataques como crimes contra a humanidade e afirmou que o EMC, junto com outras facções como a Segunda Marquetalia e o Clan del Golfo, será tratado como organizações terroristas. A presença do EMC em Cali e em outras áreas estratégicas do sudoeste colombiano, como Cauca e Nariño, destaca a dificuldade do governo em conter a violência e a expansão dessas facções.

A situação em Cali é emblemática do conflito armado na Colômbia, onde as disidências das FARC se reconfiguraram após a assinatura do acordo de paz em 2016. O EMC, que se consolidou como uma das principais ameaças, opera em áreas de grande importância econômica, aproveitando-se das economias ilícitas e da desconfiança da população civil. A resposta do governo, até agora, não tem sido suficiente para conter a violência, que continua a se espalhar pelas grandes cidades.

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