- O senador Omar Aziz (PSD-AM) perdeu a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga descontos ilegais em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
- A nova presidência foi atribuída a Carlos Viana (Podemos-MG), que recebeu apoio da oposição.
- Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) foi escolhido como relator, substituindo o aliado do governo, Ricardo Ayres (Republicanos-TO).
- Aziz atribuiu sua derrota à falta de articulação do governo na Câmara, em conversas com ministros.
- A CPI pode afetar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enfrenta uma investigação que envolve seu irmão, Frei Chico.
O senador Omar Aziz (PSD-AM) perdeu a presidência da CPI que investiga descontos ilegais em benefícios do INSS. A escolha recaiu sobre Carlos Viana (Podemos-MG), que foi apoiado pela oposição, enquanto o governo, que havia indicado Aziz, não conseguiu articular a vitória.
A derrota de Aziz foi atribuída a uma articulação silenciosa da oposição, que se aproveitou das fragilidades na articulação política do governo. Viana também conseguiu emplacar Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) como relator, em detrimento do aliado do governo, Ricardo Ayres (Republicanos-TO). Aziz, que já havia sido presidente da CPI da Pandemia, esperava usar essa nova visibilidade para impulsionar sua candidatura ao governo do Amazonas em 2026.
Assim que soube do resultado, Aziz fez telefonemas para o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e para Randolfe Rodrigues (PAP), líder do governo no Congresso. Ele expressou sua insatisfação, atribuindo a derrota à falta de articulação do governo na Câmara, liderada por José Guimarães (PT). Rodrigues, em coletiva, assumiu parte da responsabilidade, enquanto Guimarães também reconheceu a falha, afirmando que “faltou articulação do governo”.
A investigação da CPI pode impactar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em um momento de recuperação. A oposição já anunciou a intenção de convocar Frei Chico, irmão de Lula, para depor, devido a seu envolvimento em um sindicato acusado de descontos ilegais nos benefícios.
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