- A COP-30 ocorrerá em Belém de 10 a 21 de novembro e enfrenta críticas por altos preços de hospedagem.
- Apenas 47 das 196 delegações internacionais confirmaram reservas, gerando preocupações logísticas.
- O diplomata panamenho Juan Carlos Monterrey criticou os preços, que estão 200% a 400% acima do subsídio diário da ONU, e pediu reconsideração da sede.
- O governo brasileiro rejeitou pedidos da ONU para subsidiar hospedagens e afirmou que o valor do subsídio para Belém é de US$ 144.
- Uma força-tarefa foi criada para ajudar as delegações a negociar hospedagens, e escolas estão sendo adaptadas como albergues.
COP-30 em Belém enfrenta crise de hospedagem e críticas internacionais
A COP-30, programada para ocorrer em Belém de 10 a 21 de novembro, está sob forte pressão devido aos altos preços de hospedagem e à falta de reservas confirmadas por delegações internacionais. Apenas 47 das 196 delegações confirmaram acomodações, levando a críticas severas sobre a logística do evento.
O diplomata panamenho Juan Carlos Monterrey, vice-presidente do “Bureau da COP” da ONU, expressou sua indignação em um discurso, afirmando que mais de 70% das delegações ainda não reservaram hospedagem. Monterrey destacou que os preços estão 200% a 400% acima do subsídio diário da ONU, tornando inviável a participação de muitos países. Ele pediu que alternativas sejam apresentadas para que a sede da conferência possa ser reconsiderada.
O governo brasileiro, por sua vez, rejeitou um pedido da ONU para subsidiar as hospedagens, alegando que não pode arcar com custos para delegações de países, mesmo os mais ricos. A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que o valor do subsídio para Belém é de US$ 144, inferior ao que é praticado em outras cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.
Críticas e medidas do governo
A pressão internacional aumentou, com 29 países solicitando a mudança da sede da COP-30. O governo brasileiro, no entanto, reafirmou que o evento ocorrerá em Belém. Para mitigar a crise, foi criada uma força-tarefa para auxiliar as delegações na negociação de hospedagens. Além disso, o governo está adaptando escolas para funcionarem como albergues.
As críticas se intensificaram após relatos de preços exorbitantes, com alguns proprietários exigindo mais de R$ 1 milhão por estadias de onze dias. O governo também solicitou que a ONU aumentasse o auxílio financeiro para acomodar as delegações, já que a situação atual compromete a participação e os princípios do multilateralismo.
Com menos de três meses para o evento, a COP-30 enfrenta um cenário desafiador, onde a logística de hospedagem se torna um obstáculo significativo para a realização da conferência.
Entre na conversa da comunidade