- O quarto julgamento de policiais envolvidos na Chacina do Curió, que deixou 11 mortos em Fortaleza em 2015, começa amanhã.
- Sete policiais militares são acusados de omissão durante os eventos, que o Ministério Público classifica como um “justiçamento”.
- Na madrugada de 11 de novembro de 2015, a comunidade do Curió foi alvo de disparos, resultando em várias vítimas.
- O promotor Vicente Anastácio afirma que as vítimas foram escolhidas aleatoriamente e que novos vídeos e laudos evidenciam a presença dos PMs no local.
- Até agora, três júris foram realizados, com seis condenações e 13 absolvições. O Movimento Mães do Curió continua a buscar justiça.
O quarto julgamento de policiais envolvidos na Chacina do Curió, que resultou na morte de 11 pessoas em Fortaleza em 2015, começa amanhã. Sete PMs são acusados de omissão durante os eventos que, segundo o Ministério Público, foram um “justiçamento” em resposta à morte de um colega.
Na madrugada de 11 de novembro de 2015, a comunidade do Curió foi palco de uma série de disparos que deixaram várias vítimas. Silvia de Lima, mãe de um dos sobreviventes, recorda o desespero ao receber a notícia de que seu filho havia sido baleado. Seu sobrinho, Jardel, de 17 anos, não sobreviveu. A acusação sustenta que policiais, muitos de folga, se organizaram para vingar a morte do soldado Valtemberg Serpa, ocorrida horas antes.
Desde então, três júris já foram realizados, resultando em seis condenações e a absolvição de 13 agentes. O novo julgamento se concentra na responsabilidade de sete policiais, que, segundo o MP, falharam em agir durante a chacina. O promotor Vicente Anastácio afirma que as abordagens foram direcionadas a “alvos preferenciais”, com vítimas escolhidas aleatoriamente.
As defesas dos réus negam as acusações, alegando que são infundadas. O MP apresenta novas evidências, incluindo vídeos e laudos, que mostram a presença dos PMs no local dos crimes. A expectativa é que o julgamento traga mais clareza sobre a atuação policial naquela noite fatídica, enquanto o Movimento Mães do Curió continua a lutar por justiça.
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