- A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro é considerada justa por 55% dos brasileiros, segundo pesquisa da consultoria Quaest.
- O levantamento foi realizado entre 13 e 17 de agosto e ouviu 12.150 pessoas.
- Bolsonaro foi preso em 4 de agosto por descumprir medidas cautelares em um processo sobre sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado.
- O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) está agendado para 2 de setembro e, se condenado, ele pode enfrentar até 40 anos de prisão.
- A pesquisa também revelou que 52% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro esteve envolvido na tentativa de golpe, um aumento em relação a março.
A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é vista como justa por 55% dos brasileiros, segundo pesquisa da consultoria Quaest. O levantamento, realizado entre 13 e 17 de agosto, ouviu 12.150 pessoas e revelou que 39% consideram a decisão injusta. A ordem foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após Bolsonaro descumprir medidas cautelares durante um processo que investiga sua suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado.
Bolsonaro foi preso em 4 de agosto e está sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. A medida foi tomada após sua participação em uma manifestação da extrema-direita na Avenida Paulista, onde fez uma chamada de vídeo com líderes do protesto, mesmo estando proibido de usar redes sociais. A pesquisa indica que 57% dos entrevistados acreditam que Bolsonaro descumpriu as ordens da Corte para “provocar Moraes”.
Opinião Pública
Além disso, 52% dos brasileiros afirmam que o ex-presidente esteve envolvido na tentativa de golpe, um aumento em relação a 49% em março. Somente 36% acreditam que ele não participou da trama. A percepção sobre o caso é crescente, com 86% dos entrevistados cientes do julgamento que ocorrerá no STF em 2 de setembro. Se condenado, Bolsonaro pode enfrentar uma pena de até 40 anos de prisão.
O apoio à prisão domiciliar é mais forte entre eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, com 84% a favor, e entre pessoas de esquerda, com 93% de apoio. Em contraste, 87% dos apoiadores de Bolsonaro consideram a medida injusta. O CEO da Quaest, Felipe Nunes, destacou a divisão clara entre os grupos, refletindo a polarização política no país.
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