- O Brasil não concedeu agrément ao diplomata Gali Dagan, indicado por Israel para a embaixada em Brasília.
- A decisão foi anunciada pelo assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, em 25 de agosto de 2025.
- A falta de resposta do Itamaraty foi uma reação ao tratamento considerado humilhante que o embaixador brasileiro, Frederico Meyer, recebeu em Tel Aviv.
- Meyer foi convocado para explicar declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou a ofensiva israelense em Gaza ao Holocausto.
- As relações entre Brasil e Israel se deterioraram desde fevereiro de 2024, quando Lula foi declarado “persona non grata” por Israel.
O Brasil não concedeu agrément ao diplomata Gali Dagan, indicado por Israel para a embaixada em Brasília, levando o país a retirar sua nomeação e rebaixar o nível das relações diplomáticas. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (25) pelo assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim.
Amorim esclareceu que a falta de resposta do Itamaraty ao pedido de agrément não foi um veto formal, mas uma reação ao tratamento considerado humilhante que o embaixador brasileiro, Frederico Meyer, recebeu em Tel Aviv. Meyer foi convocado a explicar declarações do presidente Lula, que comparou a ofensiva israelense em Gaza ao Holocausto.
“Eles humilharam nosso embaixador lá, uma humilhação pública. Depois daquilo, o que eles queriam?”, afirmou Amorim. Ele destacou que o Brasil não é contra Israel, mas sim contra a política do governo Netanyahu, que, segundo ele, está promovendo um genocídio em Gaza.
As relações entre Brasil e Israel se deterioraram desde fevereiro de 2024, quando Lula fez a comparação controversa, resultando na declaração de Lula como “persona non grata” por Israel. Em resposta, o Brasil retirou seu embaixador em Tel Aviv em maio e não apresentou um substituto.
O pedido para a nomeação de Dagan foi feito em janeiro, mas a falta de resposta do Brasil foi interpretada como uma recusa. Dagan, que foi embaixador na Colômbia, deixou o cargo em 2024 após desentendimentos com o governo de Gustavo Petro, que criticou as ações de Israel na Faixa de Gaza.
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