- A Câmara dos Deputados do Brasil realizou uma sessão solene em homenagem à independência da Ucrânia no dia 25 de agosto.
- O evento, proposto pelo deputado Paulo Bilynskyj, destacou a importância da diplomacia parlamentar durante a invasão russa.
- Membros da comunidade ucraniana e diplomatas de países aliados pediram o reconhecimento do Holomodor, a fome que matou milhões na década de 1930.
- O encarregado de negócios da Embaixada da Ucrânia, Andrii Borodenkov, agradeceu o apoio e alertou sobre a importância das posturas diplomáticas atuais.
- A sessão reflete a crescente diplomacia parlamentar, em contraste com a postura do governo brasileiro, que apoia o Kremlin.
A Câmara dos Deputados do Brasil realizou, nesta segunda-feira (25), uma sessão solene em homenagem à independência da Ucrânia, destacando a importância da diplomacia parlamentar em meio à invasão russa. A cerimônia foi proposta pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que enfatizou a luta pela liberdade, traçando paralelos entre a história da Ucrânia e os desafios enfrentados pelo Brasil.
Durante o evento, membros da comunidade ucraniana e diplomatas de países aliados, como os Estados Unidos e a Polônia, ressaltaram a necessidade de reconhecimento do Holomodor, a fome que ceifou milhões de vidas na Ucrânia na década de 1930. Roberto André Oresten, presidente da Representação Brasileira Central Ucraniana-Brasileira (RCUB), pediu que o governo brasileiro reconheça o genocídio, afirmando que isso fortaleceria os laços com a comunidade ucraniana no Brasil, que conta com cerca de 1 milhão de descendentes.
O encarregado de negócios da Embaixada da Ucrânia no Brasil, Andrii Borodenkov, agradeceu os gestos de solidariedade e destacou o fortalecimento das relações entre os dois países. No entanto, ele alertou sobre a palavra “pragmatismo” que tem sido ouvida em círculos diplomáticos, enfatizando que a história julgará as posturas adotadas atualmente.
Diplomacia Parlamentar em Ação
A sessão solene ilustra a crescente diplomacia parlamentar, que tem se tornado uma alternativa à política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que mantém uma postura de apoio ao Kremlin. A Ucrânia tem buscado um encontro com o presidente brasileiro, mas até agora, o pedido não foi atendido.
No dia anterior, manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba marcaram o dia da independência ucraniana, reunindo membros da comunidade ucraniana e apoiadores da luta contra a invasão russa. Os atos visaram aumentar a conscientização sobre a resistência ucraniana e a recusa da Rússia em negociar o fim do conflito, mesmo diante da pressão internacional.
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