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‘Disneylândias do sexo’ expõem a exploração sexual infantil no Norte do Brasil

Amazônia Legal enfrenta alarmantes índices de violência sexual infantil, com mais de 38 mil casos de estupro registrados entre 2021 e 2023

Homem de 56 anos aliciando menor num bar de Manaus, em 1997 (Foto: Luís Carlos Santos/Agência O GLOBO)
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  • A prostituição infantil em Manaus é um problema persistente, com mais de 38 mil casos de estupro de crianças registrados na Amazônia Legal entre 2021 e 2023.
  • Seis dos dez estados brasileiros com os maiores índices de violência sexual contra menores estão na região.
  • Relatos indicam que crianças são forçadas a se prostituir em locais como bares e praças, com a conivência de autoridades locais.
  • A taxa de violência sexual na Amazônia Legal foi de 141,3 casos a cada 100 mil crianças e adolescentes, acima da média nacional de 116,4.
  • Apesar de tentativas de combate ao problema desde 1997, muitos agressores continuam impunes e a exploração sexual permanece sem solução.

A prostituição infantil em Manaus continua a ser um problema alarmante, com dados recentes revelando que a Amazônia Legal registrou mais de 38 mil casos de estupro de crianças entre 2021 e 2023. A situação é crítica, com seis dos dez estados brasileiros com os maiores índices de violência sexual contra menores localizados na região.

A exploração sexual de crianças em Manaus é uma questão histórica, com relatos de menores sendo forçados a se prostituir em bares e praças da cidade. A menina L., de apenas 13 anos, é um exemplo trágico dessa realidade. Ela saía de casa diariamente, obrigada pela mãe, para se juntar a outras crianças em locais conhecidos como “disneylândias do sexo”. Esses estabelecimentos, que atraem homens de diversas idades, são frequentemente visitados por autoridades locais, que muitas vezes se envolvem em práticas corruptas.

Entre 2021 e 2023, a taxa de violência sexual na Amazônia Legal foi de 141,3 casos a cada 100 mil crianças e adolescentes, superando a média nacional de 116,4. A situação é ainda mais preocupante quando se considera que muitas dessas crianças já foram vítimas de abuso dentro de suas próprias famílias. Instituições como a Casa Mamãe Margarida, que abriga meninas vítimas de violência, relatam que muitas delas foram introduzidas na prostituição por seus próprios pais.

As autoridades tentaram combater essa realidade após reportagens que expuseram a situação em 1997, mas a prostituição infantil persiste. Apesar de algumas prisões e ações de segurança, muitos agressores continuam impunes. O governo federal lançou programas para enfrentar o problema, mas a eficácia dessas iniciativas ainda é questionável, com muitos casos de exploração permanecendo sem solução.

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