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Estelionatário movimenta R$ 2 milhões em fraudes com empresas de fachada

Jobson Batista e sua esposa foram presos por liderar um esquema que movimentou R$ 2 bilhões em fraudes bancárias com empresas fantasmas

Empresário Jobson Batista, um ex-oficial da Marinha Mercante (Foto: Reprodução/TV Globo)
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  • A Polícia Federal desarticulou uma quadrilha que movimentou mais de R$ 2 bilhões em fraudes em empréstimos bancários.
  • O grupo, liderado por Jobson Batista, ex-oficial da Marinha Mercante, foi preso em Niterói, junto com sua esposa e outros oito integrantes.
  • Jobson utilizava empresas fantasmas para solicitar empréstimos, cooptando gerentes de bancos com benefícios como uísques e celulares.
  • O esquema começou no início dos anos 2000, quando Jobson enfrentava dificuldades financeiras e criou empresas falsas com a ajuda de contadores.
  • Jobson já havia sido preso em 2024 por corrupção ativa e agora enfrenta acusações de estelionato qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal (PF) desarticulou uma quadrilha que operava um esquema de fraudes em empréstimos bancários, movimentando mais de R$ 2 bilhões em 334 empresas fantasmas. O grupo, liderado por Jobson Batista, ex-oficial da Marinha Mercante, foi preso na última quinta-feira (21) em Niterói, junto com sua esposa e outros oito integrantes.

As investigações revelaram que Jobson utilizava empresas de fachada para solicitar empréstimos em instituições financeiras, sem a intenção de quitá-los. Ele cooptava gerentes de bancos, oferecendo benefícios como uísques e celulares em troca da liberação dos valores. As empresas eram criadas em nome de laranjas, que forneciam dados pessoais em troca de pequenas recompensas, como bebidas.

Modo de Operação

O esquema começou no início dos anos 2000, quando Jobson, enfrentando dificuldades financeiras, decidiu abrir empresas falsas. Com a ajuda de contadores, ele transferia CNPJs reais para laranjas, criando uma rede de empresas que não possuíam funcionários ou produtos. Após obter os empréstimos, o grupo pagava algumas parcelas para evitar suspeitas antes de parar os pagamentos, fazendo parecer que as empresas enfrentavam dificuldades financeiras.

A PF identificou que, em alguns casos, os próprios gerentes de bancos ofereciam linhas de crédito, como uma de R$ 100 mil para empresas de placas solares. Jobson rapidamente criou um CNPJ para esse ramo, utilizando um imóvel onde residia como endereço para instalação das placas.

Prisões e Consequências

Jobson já havia sido preso em 2024 por corrupção ativa, após tentar subornar um delegado. Ele revelou detalhes do esquema durante a detenção, mas continuou a operar fraudes mesmo após ser libertado sob monitoramento eletrônico. Agora, ele e sua esposa enfrentam acusações de estelionato qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O advogado do casal afirmou que a inocência deles será comprovada no decorrer do processo. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) repudiou o envolvimento de funcionários em ações criminosas e destacou que realiza treinamentos para identificar transações suspeitas.

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