- Funcionárias do Instituto de Previdência (Previde) de Belford Roxo são acusadas de desviar R$ 14 milhões em pagamentos indevidos a beneficiários sem vínculo legítimo.
- As investigações da Polícia Civil revelaram que as servidoras discutiram comissões de 5% em mensagens.
- Os repasses suspeitos ocorreram entre 4 e 27 de dezembro de 2024, durante a gestão do ex-prefeito Waguinho.
- Apenas seis dos beneficiados tinham respaldo legal para receber os valores, e os montantes eram incompatíveis.
- A atual gestão exonerou funcionários envolvidos e moveu uma ação de improbidade contra Waguinho, que nega as irregularidades.
Funcionárias do Instituto de Previdência (Previde) de Belford Roxo são acusadas de desviar R$ 14 milhões em pagamentos a beneficiários sem vínculo legítimo. As investigações da Polícia Civil revelaram que as servidoras discutiram comissões de 5% em mensagens trocadas, conforme um inquérito da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Os repasses suspeitos ocorreram entre 4 e 27 de dezembro de 2024, durante a gestão do ex-prefeito Waguinho (Republicanos). O relatório da Draco indica que 539 pessoas receberam valores indevidos, com alguns beneficiados, como membros da família da ex-secretária de Infraestrutura, Suelen Corrêa de Medeiros, recebendo quantias significativas. A atual gestão, liderada por Márcio Canella (União), exonerou funcionários envolvidos após a denúncia.
Investigações e Reações
Os pagamentos foram autorizados por Iolanda Curitiba de Souza Assis e Rosemery da Silva Barcellos Aleixo, nomeadas por Waguinho. Mensagens recuperadas no celular de Iolanda mencionam explicitamente a comissão de 5%. A atual administração também identificou que apenas seis dos beneficiados tinham respaldo legal para receber os valores, e mesmo assim, os montantes eram incompatíveis.
Waguinho nega irregularidades e afirma que sua assinatura foi falsificada. Ele alega estar sendo alvo de uma “perseguição pessoal” por parte do atual prefeito. A defesa do ex-prefeito planeja recorrer do bloqueio de bens determinado pela Justiça.
Consequências e Ações Futuras
A atual prefeitura de Belford Roxo moveu uma ação de improbidade contra Waguinho, alegando que ele antecipou um aporte de R$ 14 milhões ao Previde, que deveria ser feito em parcelas. A documentação revela que, em um único mês, cerca de cem pessoas receberam mais de R$ 40 mil cada.
Após a repercussão, a atual gestão tomou medidas rápidas, exonerando funcionários suspeitos e bloqueando bens dos envolvidos. O caso continua sob investigação, com a expectativa de que novas informações surjam à medida que as apurações avançam.
Entre na conversa da comunidade