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Garnier se defende em julgamento e aponta erros e coincidências de concorrentes

Ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, enfrenta julgamento no STF por suposto apoio a planos golpistas durante governo Bolsonaro

O almirante Almir Garnier Santos se recusou a participar da passagem de comando da Marinha após o fim do governo Bolsonaro (Foto: Gabriela Biló - 10.jun.25/Folhapress)
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  • O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, é o único chefe das Forças Armadas a ser julgado por suposto apoio a planos golpistas durante o governo de Jair Bolsonaro.
  • O julgamento ocorrerá no Supremo Tribunal Federal (STF) e Garnier tentará rebater as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR).
  • A defesa argumenta que as alegações são baseadas em coincidências, como um desfile militar em 2021 que coincidiu com a votação da PEC do voto impresso.
  • Depoimentos de generais da Aeronáutica e do Exército sustentam a acusação, afirmando que Garnier se posicionou a favor de ações golpistas.
  • O julgamento está agendado para 2 de setembro e pode ter um impacto significativo nas Forças Armadas e na política brasileira.

O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, é o único chefe das Forças Armadas a ser julgado por suposto apoio a planos golpistas durante o governo de Jair Bolsonaro. O julgamento ocorrerá no Supremo Tribunal Federal (STF), onde Garnier tentará rebater as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que incluem sua suposta adesão a um golpe de Estado.

A defesa de Garnier argumenta que as alegações da PGR são baseadas em coincidências. Um exemplo citado é o desfile militar de blindados na Esplanada dos Ministérios em 2021, que ocorreu no mesmo dia em que a Câmara votava a PEC do voto impresso, uma bandeira de Bolsonaro. Os advogados do almirante afirmam que o evento foi planejado com antecedência e não tinha relação com a votação.

Depoimentos de generais da Aeronáutica e do Exército, como Baptista Júnior e Freire Gomes, sustentam a acusação, afirmando que Garnier se posicionou a favor de ações golpistas. Baptista Júnior declarou que Garnier mencionou que as tropas da Marinha estariam à disposição do presidente. Em contrapartida, a defesa alega que o almirante ficou em silêncio durante as reuniões em questão.

Acusações e Defesas

A PGR também aponta que mensagens trocadas entre outros réus indicam apoio a Garnier por parte de grupos golpistas. O ex-ministro Walter Braga Netto enviou mensagens que elogiavam o almirante, enquanto criticava outros generais. A defesa contesta a validade dessas mensagens, alegando que foram trocadas por terceiros e não têm valor probatório.

Garnier se recusa a aceitar que sua lealdade a Bolsonaro durante uma reunião sobre um golpe de Estado seja interpretada como apoio à ruptura democrática. Ele afirma que não compreendeu a conversa como uma proposta de intervenção militar. A defesa destaca um erro formal na denúncia da PGR, que poderia levar à anulação das acusações.

O julgamento de Garnier está agendado para 2 de setembro e representa um marco significativo no contexto das Forças Armadas e da política brasileira. A análise das evidências e depoimentos será crucial para determinar o futuro do ex-comandante da Marinha.

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