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Gilmar Mendes veta acesso a dados do Coaf sem autorização judicial

STF reafirma necessidade de autorização judicial para acesso a Relatórios de Inteligência Financeira, impactando investigações de crimes financeiros

Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (Foto: Jefferson D. Modesto/Divulgação)
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  • O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou uma reclamação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o acesso direto a Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
  • A decisão reafirma a necessidade de autorização judicial para esse acesso, alinhando-se a decisões anteriores do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
  • A PGR argumentou que a proibição de requisições diretas poderia prejudicar investigações de crimes como lavagem de dinheiro e corrupção.
  • Mendes destacou o risco de “pescarias probatórias”, onde dados são buscados sem uma investigação formal.
  • A divergência entre Mendes e o ministro Alexandre de Moraes sobre o tema será analisada pelo plenário do STF em data a ser definida.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou uma reclamação da Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta segunda-feira, 25, que buscava permitir o acesso direto a Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por parte do Ministério Público e da polícia. A decisão reafirma a necessidade de autorização judicial para esse tipo de acesso, em consonância com decisões anteriores do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A PGR argumentou que a proibição de requisições diretas poderia comprometer investigações relacionadas a crimes como lavagem de dinheiro e corrupção. No entanto, Mendes destacou que a decisão do STF de 2019 permitia apenas o compartilhamento espontâneo de informações pelo Coaf, e não requisições ativas por parte das autoridades. Ele alertou para o risco de “pescarias probatórias”, onde dados são buscados sem uma investigação formal.

Divergências no STF

A posição de Mendes contrasta com a de seu colega Alexandre de Moraes, que havia autorizado requisições diretas em uma liminar anterior. Essa divergência reflete a falta de consenso entre as turmas do STF sobre o tema, que deverá ser analisado pelo plenário em data ainda não definida. Mendes enfatizou que o acesso a dados financeiros sigilosos deve seguir padrões rigorosos de análise e controle, respeitando a cláusula de reserva de jurisdição prevista na Constituição.

A decisão de Mendes já resultou na anulação de provas em investigações sobre fraudes fiscais e organizações criminosas, ressaltando a importância do controle judicial no acesso a informações sensíveis. A expectativa é que o STF busque uma solução que equilibre a eficácia das investigações com a proteção dos direitos individuais, em um contexto onde a segurança jurídica é fundamental.

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