- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a possibilidade de enviar a Guarda Nacional para Baltimore, Maryland, para combater a criminalidade.
- A medida gerou críticas do governador de Maryland, Wes Moore, que convidou Trump para conhecer a cidade e afirmou que a taxa de homicídios caiu mais de 20% durante seu mandato.
- A Guarda Nacional de Washington começará a portar armas, uma mudança nas regras de operação que antes restringiam o uso de armamento a situações de emergência.
- Além de Baltimore, Trump mencionou a possibilidade de enviar tropas para Chicago e Nova York, provocando reações negativas de líderes locais, incluindo o governador de Illinois, J. B. Pritzker.
- As ameaças de mobilização da Guarda Nacional em cidades administradas por democratas aumentaram a tensão política, com manifestações contra as ações de Trump ocorrendo em várias localidades.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (24) a possibilidade de enviar a Guarda Nacional para Baltimore, Maryland, em uma nova tentativa de combater a criminalidade. A medida, que já foi aplicada em Washington e Los Angeles, gerou reações adversas de líderes democratas, incluindo o governador de Maryland, Wes Moore.
Trump descreveu Baltimore como uma cidade “fora de controle e assolada pela criminalidade”, o que provocou críticas de Moore, que convidou o presidente para uma caminhada pela cidade, sugerindo que suas declarações refletem “clichês e táticas de medo dos anos 1980”. O governador destacou que a taxa de homicídios em Maryland caiu mais de 20% durante seu mandato.
Mobilização da Guarda Nacional
A Guarda Nacional de Washington, que já está nas ruas, começará a portar armas a partir de hoje, uma mudança significativa nas regras de operação. Anteriormente, o uso de armamento era restrito a situações de emergência. Em junho, Trump havia enviado cerca de 5.000 soldados para Los Angeles, inicialmente para conter protestos contra operações anti-imigrantes, o que gerou forte oposição do governador da Califórnia, Gavin Newsom.
Além de Baltimore, Trump também mencionou a possibilidade de enviar tropas para Chicago e Nova York, cidades sob administração democrata. O governador de Illinois, J. B. Pritzker, e o prefeito de Chicago, Brandon Johnson, criticaram a proposta, com Pritzker afirmando que a cidade registrou 573 homicídios em 2024, uma redução de 8% em relação ao ano anterior.
Reações e Consequências
As ameaças de Trump de mobilizar a Guarda Nacional em cidades democratas têm gerado um clima de tensão. Governadores e prefeitos locais expressaram preocupação com a abordagem do presidente, que busca reforçar sua imagem de combate à criminalidade em meio a um cenário político polarizado. A situação continua a evoluir, com manifestações contra as ações de Trump ocorrendo em várias cidades dos EUA.
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