- Kilmar Abrego García, imigrante salvadorenho, foi intimado a comparecer em Baltimore no dia 25 de setembro, enfrentando nova possibilidade de deportação para Uganda.
- Ele já havia sido deportado indevidamente para El Salvador em 2019, mas um tribunal decidiu que não poderia ser deportado devido a temores de perseguição.
- Abrego, que entrou ilegalmente nos Estados Unidos em 2012, foi preso em março de 2019 ao buscar trabalho e permaneceu sob “retenção de remoção” após a decisão judicial.
- As novas acusações incluem alegações de que ele seria membro da gangue MS-13, mas sua defesa argumenta que as evidências são frágeis e não corroboradas.
- Ativistas realizaram uma vigília em apoio a Abrego, destacando as implicações de sua possível deportação para um país considerado perigoso.
Kilmar Abrego García, um imigrante salvadorenho, foi intimado a comparecer em Baltimore no dia 25 de setembro, enfrentando a possibilidade de deportação para Uganda. Abrego, que já havia sido deportado indevidamente para El Salvador em 2019, agora se vê novamente em uma situação crítica, com sua defesa alegando que as acusações contra ele são vingativas e infundadas.
Abrego, de 30 anos, entrou ilegalmente nos Estados Unidos em 2012 e foi preso em março de 2019 ao buscar trabalho. Um tribunal de imigração decidiu em outubro do mesmo ano que ele não poderia ser deportado para El Salvador, devido a um “temor crível de perseguição” por gangues locais. Desde então, ele permaneceu nos EUA sob um status de “retenção de remoção” e recebeu autorização de trabalho.
Após ser deportado para El Salvador em março de 2023, Abrego foi mantido em uma prisão de segurança máxima, onde enfrentou condições severas. Ele foi devolvido aos Estados Unidos em junho, após a confirmação de que sua deportação anterior foi um “erro administrativo”. Desde então, Abrego ficou preso no Tennessee até ser libertado em 22 de setembro.
Acusações e Defesa
As novas acusações contra Abrego incluem alegações de que ele seria membro da gangue MS-13. No entanto, sua defesa argumenta que as evidências apresentadas são frágeis, consistindo apenas em itens como um boné e moletom do Chicago Bulls, além de uma declaração não corroborada de um informante. A juíza Paula Xinis, responsável pelo caso, expressou dúvidas sobre a validade das provas.
Atualmente, o governo americano considera Abrego um criminoso perigoso. A secretária de Segurança Interna de Trump, Kristi Noem, o chamou de “monstro” que foi libertado por “juízes ativistas de esquerda”. A defesa de Abrego, por sua vez, busca negociar com o governo para evitar sua deportação para Uganda, um país que sua equipe considera “muito mais perigoso”.
Ativistas realizaram uma vigília em apoio a Abrego em Baltimore, destacando a preocupação com as implicações de sua deportação. A situação de Abrego continua a ser um exemplo das complexidades e desafios enfrentados por imigrantes nos Estados Unidos.
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