- Silas Malafaia, pastor e líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi abordado pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira (20).
- A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, resultou na apreensão de seu celular e passaporte.
- A investigação investiga supostas coações a ministros do STF e tentativas de obstruir investigações sobre a invasão de manifestantes à sede dos Três Poderes em Brasília, ocorrida em 8 de janeiro de 2023.
- Malafaia optou por permanecer em silêncio durante o depoimento e criticou a decisão judicial, alegando ser alvo de perseguição.
- Advogados e políticos criticaram a ação da Polícia Federal, considerando-a desproporcional e uma violação da liberdade religiosa.
Silas Malafaia, pastor e líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi abordado pela Polícia Federal (PF) na noite de quarta-feira (20) ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou na apreensão de seu celular e passaporte. A investigação apura supostas coações a ministros do STF e tentativas de obstruir investigações sobre a invasão de manifestantes à sede dos Três Poderes em Brasília, ocorrida em 8 de janeiro de 2023.
Após a abordagem, Malafaia foi levado para prestar depoimento, mas optou por permanecer em silêncio, alegando desconhecimento do inquérito. Ao deixar o aeroporto, ele criticou a decisão judicial, afirmando ser alvo de perseguição e questionando a legalidade da apreensão de seus pertences. “Que democracia é essa? Isso é uma vergonha! Eu sou um líder religioso, não sou um bandido”, declarou.
O pastor também acusou Moraes de violar a Constituição e afirmou que suas conversas privadas foram expostas. “Não vou me calar. Vai ter que me prender para me calar!”, enfatizou. Malafaia convocou seus apoiadores a participarem de manifestações em 7 de setembro, como uma resposta ao que considera autoritarismo do STF.
Críticas à Ação da PF
O advogado Rafael Durand, professor de Direito, classificou as ações da PF como “desproporcionais e espetaculosas”. Ele argumentou que a operação carece de “materialidade robusta” e sugere uma motivação política. Durand também criticou a apreensão de anotações de pregações bíblicas, considerando-a uma violação da liberdade religiosa.
Marco Vinícius Pereira de Carvalho, advogado público e membro do Instituto Brasileiro de Direito e Religião, apontou que a operação reflete a fragilidade da democracia brasileira. Carvalho criticou a atuação do Judiciário, afirmando que as medidas judiciais têm sido conduzidas de forma parcial e em desacordo com a Constituição.
Repercussão Política
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) chamou a ação da PF de “constrangimento total” e desnecessária, ressaltando que Malafaia possui endereço fixo. Ele alertou sobre os riscos de um suposto autoritarismo e criticou Moraes por desrespeitar a Constituição. Cavalcante destacou que a oposição não recuará diante das medidas judiciais, afirmando que “para cada voz calada na direita, milhões irão às ruas”.
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