- Andry Hernández Romero foi deportado dos Estados Unidos para El Salvador, acusado de ser membro de uma gangue, apesar de não ter antecedentes criminais.
- Ele passou quatro meses detido no Centro de Confinamento de Terroristas (Cecot), onde enfrentou abusos e discriminação.
- Andry foi deportado em março, após ser confundido com um membro da gangue Tren de Aragua, o que gerou protestos em sua defesa.
- Após um mês de liberdade, ele planeja recomeçar sua vida no Brasil, com a intenção de abrir um salão de beleza.
- Andry é um dos demandantes em um processo judicial contra a administração Trump, acusado de usar perfis raciais nas deportações.
Andry Hernández Romero, deportado dos EUA para El Salvador sob acusações de ser membro de uma gangue, compartilha sua experiência traumática após um mês de liberdade. Ele foi detido por quatro meses no Centro de Confinamento de Terroristas (Cecot) e, mesmo sem antecedentes criminais, enfrentou abusos e discriminação.
Em março, Andry foi deportado sob a Lei dos Inimigos Estrangeiros, após ser confundido com um membro da gangue Tren de Aragua. Sua deportação gerou protestos, com familiares e amigos defendendo sua inocência e destacando sua carreira como maquiador. Ao retornar a Capacho, na Venezuela, foi recebido calorosamente, mas sua saúde física e mental foi severamente afetada.
Durante sua detenção, Andry enfrentou situações de abuso sexual e humilhação, incluindo a obrigatoriedade de raspar a cabeça. Ele relata que, apesar de estar em um ambiente hostil, conseguiu estabelecer uma relação de respeito com outros detentos. No entanto, a discriminação e os comentários ofensivos por parte dos guardas foram constantes.
Andry é um dos principais demandantes em um processo judicial contra a administração Trump, que é acusado de usar perfis raciais nas deportações. Ele planeja recomeçar sua vida no Brasil, com o objetivo de abrir um salão de beleza, enquanto se reconecta com sua família e amigos. A comunicação com ex-companheiros de prisão permanece ativa, com um grupo de apoio criado para ajudar na reintegração.
Recentemente, Andry participou do casamento de um ex-companheiro de cela, simbolizando a superação de um período difícil. Ele expressa a esperança de que sua história ajude a conscientizar sobre os direitos dos imigrantes e a necessidade de um tratamento mais humano.
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