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Macron convoca embaixador dos EUA para esclarecer polêmicas familiares

França reafirma compromisso no combate ao antissemitismo após críticas do embaixador dos EUA, Charles Kushner, sobre a situação no país

Macron em uma cúpula de líderes do Conselho Europeu em Bruxelas no dia 17 de outubro. (Foto: Simon Wohlfahrt/Bloomberg)
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  • O governo francês convocou o embaixador dos Estados Unidos em Paris, Charles Kushner, para uma reunião após críticas sobre a resposta da França ao aumento de atos antissemitas.
  • Na carta enviada ao presidente Emmanuel Macron, Kushner alegou que a França não está agindo com a urgência necessária contra a violência contra judeus.
  • O ministério das Relações Exteriores da França considerou as alegações de Kushner “inaceitáveis” e reafirmou seu compromisso no combate ao antissemitismo.
  • Apesar de um relatório indicar uma queda de 27% nos atos antissemitas no primeiro semestre de 2025, a situação continua preocupante, com a maioria dos incidentes direcionados a pessoas.
  • Recentemente, um gerente de parque de diversões foi investigado por negar entrada a turistas israelenses, e a polícia apura a derrubada de uma árvore em memória de um jovem judeu assassinado em 2006.

O governo francês convocou o embaixador dos EUA em Paris, Charles Kushner, para uma reunião após críticas sobre a resposta da França ao aumento de atos antissemitas. Na carta enviada ao presidente Emmanuel Macron, Kushner alegou que o país não está fazendo o suficiente para combater a violência contra judeus e pediu maior urgência na aplicação de leis contra crimes de ódio.

Em resposta, o ministério das Relações Exteriores da França considerou as alegações de Kushner “inaceitáveis” e reafirmou seu compromisso no combate ao antissemitismo. O ministério destacou que as autoridades estão “totalmente mobilizadas” para enfrentar o aumento de atos antissemitas, especialmente após os ataques do Hamas a Israel em outubro de 2023.

Reação do Governo Francês

A convocação de Kushner foi interpretada como uma resposta formal às suas críticas. A ministra da Igualdade, Aurore Bergé, afirmou que os incidentes antissemitas atingiram níveis “absolutamente intoleráveis”. O ministro do Comércio Exterior, Laurent Saint-Martin, também defendeu que a França “não precisa de lições” dos EUA sobre o combate ao antissemitismo, ressaltando o empenho do país nessa luta.

Apesar de um relatório indicar uma queda de 27% nos atos antissemitas no primeiro semestre de 2025 em comparação ao ano anterior, com 646 registros, a situação continua preocupante. A maioria dos incidentes foi direcionada a pessoas, e a comunidade judaica local reconhece que o antissemitismo se tornou um problema “real” e crescente.

Incidentes Recentes

Recentemente, um gerente de parque de diversões foi investigado por negar entrada a turistas israelenses, e a polícia apura a derrubada de uma árvore em memória de um jovem judeu assassinado em 2006. Macron prometeu que os responsáveis por atos antissemitas seriam punidos, reafirmando a prioridade do governo em garantir a segurança e os direitos da população judaica na França.

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