- O ex-presidente Jair Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 4 de agosto, após descumprir medidas cautelares.
- Ele participou de manifestações por telefone, desrespeitando restrições de comunicação e uso de redes sociais.
- Uma pesquisa da Genial/Quaest, realizada entre 13 e 17 de agosto, mostra que 55% dos entrevistados consideram justa a prisão domiciliar.
- No Nordeste, 65% dos entrevistados veem a medida como justa, enquanto no Centro-Oeste, a diferença é menor, com 48% a favor.
- Além disso, 52% acreditam que Bolsonaro participou de um plano de golpe, e 57% afirmam que ele queria provocar o ministro Alexandre de Moraes durante as manifestações.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após descumprir medidas cautelares. A decisão ocorreu no dia 4 de agosto, após Bolsonaro participar de manifestações por telefone, desrespeitando restrições de comunicação e uso de redes sociais.
Uma pesquisa da Genial/Quaest, realizada entre 13 e 17 de agosto, revela que 55% dos entrevistados consideram justa a prisão domiciliar de Bolsonaro. Em contrapartida, 39% a veem como injusta, enquanto 6% não souberam ou não responderam. A pesquisa, que entrevistou 2.004 pessoas, tem uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.
Opiniões Regionais
A pesquisa também mostra variações regionais nas opiniões. No Nordeste, 65% dos entrevistados consideram a medida justa, enquanto no Centro-Oeste, a diferença é menor, com 48% a favor e 43% contra. Entre os apoiadores de Bolsonaro, 87% consideram a decisão injusta.
Além disso, 52% dos entrevistados acreditam que o ex-presidente participou de um plano de golpe, um aumento em relação a aferições anteriores. Apenas 36% discordam dessa afirmação. A percepção de que Bolsonaro queria provocar o ministro Alexandre de Moraes durante as manifestações é compartilhada por 57% dos entrevistados.
Contexto das Medidas
As medidas cautelares impostas a Bolsonaro incluíam o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se comunicar com embaixadores e diplomatas. A participação do ex-presidente em atos contra a Corte e a favor da anistia, mesmo à distância, gerou reações e levantou questões sobre sua compreensão das regras estabelecidas.
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