- Peter Navarro, conselheiro de Donald Trump, criticou a proposta de lobby da firma Brownstein Hyatt, que buscava representar a Confederação Nacional da Indústria (CNI) nos Estados Unidos.
- Navarro desdenhou da eficácia do escritório e exigiu a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- A proposta da Brownstein Hyatt incluía acesso a autoridades influentes por um custo de US$ 50 mil mensais, mas a CNI não contratou a firma.
- Navarro afirmou que lobistas não seriam bem-vindos em seu gabinete e que o diálogo entre Brasil e o governo Trump depende de mudanças nas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre Bolsonaro.
- A CNI optou por não comentar os ataques de Navarro e buscou informações sobre lobby nos EUA, unindo-se a outros países que tentaram reverter tarifas comerciais.
Peter Navarro, conselheiro de Donald Trump, criticou a proposta de lobby da Brownstein Hyatt, que buscava representar a Confederação Nacional da Indústria (CNI) nos Estados Unidos. Em suas redes sociais, Navarro desdenhou da eficácia do escritório e exigiu a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é visto como uma figura central nas tensões comerciais entre Brasil e EUA.
A proposta da Brownstein Hyatt, apresentada em um documento de 13 páginas, incluía acesso a autoridades influentes, como Navarro e secretários do Comércio e do Tesouro, por um custo de US$ 50 mil mensais. O escritório prometia tornar a CNI uma parceira valiosa nas relações comerciais entre os dois países. No entanto, a CNI não firmou contrato com a firma, mas buscou informações sobre lobby nos EUA.
Navarro, conhecido por sua postura agressiva em relação a tarifas, afirmou que os lobistas não seriam bem-vindos em seu gabinete. Ele também reiterou que o diálogo entre o Brasil e o governo Trump depende de mudanças nas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre Bolsonaro, o que é considerado improvável. Essa narrativa ecoa a de Eduardo Bolsonaro, que tem defendido sanções contra instituições brasileiras.
O lobby nos EUA é uma prática regulamentada que movimenta bilhões de dólares anualmente, influenciando o Congresso e a Casa Branca. A CNI, ao buscar apoio, se junta a outros países que tentaram reverter tarifas, como a Índia, que contratou um ex-assessor de Trump. Contudo, a situação do Brasil é única, pois as tarifas impostas têm raízes políticas.
Navarro, que já enfrentou problemas legais e é uma figura polêmica, voltou a criticar o lobby em Washington, referindo-se ao “pântano” político. A CNI, ao ser questionada sobre os ataques de Navarro, optou por não se manifestar. A proposta da Brownstein Hyatt visava não apenas a aproximação com a Casa Branca, mas também o fortalecimento da CNI no cenário comercial americano.
Entre na conversa da comunidade