- O ministro da Cultura, Esportes e Artes da África do Sul, Gayton McKenzie, está sendo investigado pela Comissão de Direitos Humanos devido a postagens antigas nas redes sociais que contêm um insulto racial.
- As postagens, datadas de 2011 a 2017, incluem o termo “kaffir”, considerado um dos insultos mais graves contra a população negra.
- A Comissão exige que McKenzie se desculpe publicamente, faça doações a uma instituição de caridade e participe de treinamento de sensibilidade.
- McKenzie, que se identifica como parte da comunidade Coloured, nega ser racista e afirma que as postagens são parte de uma campanha política contra ele.
- A investigação segue em andamento, enquanto a sociedade sul-africana acompanha os desdobramentos do caso.
O ministro da Cultura, Esportes e Artes da África do Sul, Gayton McKenzie, está sob investigação da Comissão de Direitos Humanos do país devido a postagens antigas em redes sociais que contêm um insulto racial altamente ofensivo. A situação reacende o debate sobre racismo e identidade no contexto pós-apartheid.
A Comissão de Direitos Humanos exigiu que McKenzie se desculpasse publicamente, fizesse doações a uma instituição de caridade e participasse de treinamento de sensibilidade. As postagens, que datam de 2011 a 2017, incluem o uso da palavra “kaffir”, um termo considerado um dos insultos mais graves contra a população negra. McKenzie, que se identifica como parte da comunidade Coloured, afirmou que não é racista e que já foi um “troll” nas redes sociais.
A controvérsia ganhou força após um episódio do podcast “Open Chats”, onde os apresentadores fizeram comentários depreciativos sobre a comunidade Coloured. McKenzie, que lidera o partido Patriotic Alliance, que obteve 2% dos votos nas eleições nacionais de 2024, denunciou os comentários e defendeu que não deve haver espaço para racistas no país.
Tshepo Madlingozi, comissário da SAHRC, destacou que o uso da palavra “K” é considerado ilegal e que as ofensas continuam a causar danos. A tensão racial na África do Sul é um legado do apartheid, que separou a população em categorias raciais, e as feridas desse passado ainda estão presentes nas interações sociais atuais.
Pesquisadores apontam que a falta de entendimento entre as comunidades é um reflexo das divisões históricas. McKenzie, em uma transmissão ao vivo, afirmou que nunca usou o termo ofensivo e que a situação é uma campanha política contra ele. A investigação da Comissão de Direitos Humanos segue em andamento, enquanto a sociedade sul-africana observa atentamente os desdobramentos desse caso.
Entre na conversa da comunidade