- Verónica Clifford Carlos, mulher trans de 28 anos, solicitou asilo político nos Países Baixos por temer por sua segurança nos Estados Unidos.
- Ela nasceu na Califórnia e enfrentou dificuldades devido à política de reconhecimento de gênero durante a administração Trump.
- Sua demanda é a primeira do tipo a ser analisada por um tribunal neerlandês, o que pode afetar a percepção sobre a segurança de refugiados LGBT+.
- Após chegar ao aeroporto de Amsterdã em junho, Verónica foi detida e transferida para um centro de acolhimento em Ter Apel após um mês.
- A ONG LGBT Asylum Support apoia Verónica e relata que a situação para a comunidade LGBT+ nos EUA piorou, com cerca de 30 cidadãos americanos solicitando asilo nos Países Baixos em 2025.
Verónica Clifford Carlos, uma mulher trans de 28 anos, solicitou asilo político nos Países Baixos após temer por sua segurança nos Estados Unidos. Nascida na Califórnia, Verónica enfrentou dificuldades devido à política de reconhecimento de gênero durante a administração Trump, que limita a identificação de gênero a homem e mulher.
A demanda de Verónica é a primeira do tipo a ser analisada por um tribunal neerlandês, o que pode influenciar a percepção sobre a segurança de refugiados LGBT+ nos Países Baixos. Após chegar ao aeroporto de Amsterdã em junho, ela foi detida e, após um mês, transferida para um centro de acolhimento em Ter Apel. Durante esse período, relatou que a ameaça à sua integridade era constante nos EUA, onde enfrentava discriminação e falta de acesso a cuidados médicos adequados.
Atualmente, cerca de 30 cidadãos americanos solicitaram asilo nos Países Baixos em 2025, um aumento significativo em relação aos anos anteriores. A ONG LGBT Asylum Support, que apoia Verónica, está em contato com outras 22 pessoas na mesma situação, das quais 17 tiveram seus pedidos negados. A organização argumenta que a situação nos EUA para a comunidade LGBT+ piorou, e que as informações oficiais estão desatualizadas.
O governo neerlandês, embora afirme estar comprometido com a igualdade de direitos para pessoas LGBT+, ainda não reconhece grupos excepcionais de risco provenientes dos EUA. Sandro Kortekaas, presidente da ONG, destaca que é essencial que o governo revise sua posição e considere os riscos enfrentados por refugiados LGBT+. Verónica, ao comparar seu tratamento nos Países Baixos com o que vivenciou nos EUA, afirmou que a diferença é “como passar da noite para o dia”.
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