- O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que apresentará uma denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra bolsonaristas por disseminação de fake news sobre o Banco do Brasil.
- A denúncia se baseia em declarações de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO) sobre sanções da Lei Magnitsky.
- O Banco do Brasil identificou que os parlamentares divulgaram informações falsas, incluindo a afirmação de que o banco poderia falir por manter uma conta em nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
- O Banco do Brasil reafirmou que suas operações estão em conformidade com a legislação brasileira e normas internacionais, destacando sua responsabilidade pela folha de pagamentos do STF.
- Lindbergh Farias criticou a conduta dos deputados, afirmando que isso configura terrorismo econômico e visa sabotar a confiança na instituição.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou que irá apresentar uma denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra bolsonaristas por disseminação de fake news sobre o Banco do Brasil. A declaração foi feita em suas redes sociais, após o banco enviar um ofício à Advocacia-Geral da União (AGU) mencionando os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO).
O Banco do Brasil identificou que os parlamentares divulgaram informações falsas relacionadas às sanções da Lei Magnitsky. Eduardo Bolsonaro, em um vídeo, afirmou que o banco poderia falir se mantivesse uma conta em nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que é alvo das sanções. Ele disse: “Se vocês quiserem colocar ali, Alexandre de Moraes: conta bancária no Banco do Brasil, o banco vai ser cortado desse relacionamento internacional.”
Gustavo Gayer também fez uma publicação alarmante, sugerindo que os cidadãos retirassem seu dinheiro dos bancos, alegando que Moraes poderia quebrar o Brasil. O Banco do Brasil, por sua vez, reafirmou que atua em conformidade com a legislação brasileira e normas internacionais.
Reação do Banco do Brasil
Em resposta às declarações, o Banco do Brasil destacou que é responsável pela folha de pagamentos do STF e que suas operações estão alinhadas com as leis dos mais de 20 países onde atua. O ministro Flávio Dino, do STF, também comentou que as leis estrangeiras não têm efeito automático no Brasil.
Lindbergh Farias enfatizou que a conduta dos deputados se enquadra no artigo 3º da Lei 7.492/86, que proíbe a divulgação de informações falsas sobre instituições financeiras. Ele criticou o uso de pânico financeiro como uma forma de terrorismo econômico, afirmando que isso visa sabotar a confiança em uma instituição vital para a economia brasileira.
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