- A Polícia Federal investiga Daniel Brandão, sobrinho do governador do Maranhão, Carlos Brandão, por corrupção.
- As suspeitas surgiram após o assassinato de João Bosco de Oliveira Sobrinho Pereira, em agosto de 2022, em São Luís.
- Testemunhas afirmam que Daniel se beneficiava de pagamentos ilícitos relacionados a contratos estaduais.
- A investigação foi motivada por declarações de Lorena da Silva Santos, companheira do assassino confesso, Gilbson Cesar Soares Cutrim Junior.
- O caso foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça devido ao foro privilegiado de Daniel Brandão.
BRASÍLIA – A Polícia Federal investiga um esquema de corrupção envolvendo Daniel Brandão, sobrinho do governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB). As suspeitas emergiram após o assassinato de João Bosco de Oliveira Sobrinho Pereira, em agosto de 2022, em São Luís. Daniel, que era secretário do governo na época, estava presente em uma reunião com os envolvidos momentos antes do crime.
Recentemente, novas denúncias indicam que Daniel Brandão teria se beneficiado de pagamentos ilícitos relacionados a contratos estaduais. A investigação da PF, iniciada em maio, busca apurar a veracidade das informações obtidas em depoimentos. Testemunhas afirmam que ele recebia propinas, e a apuração foi motivada por declarações de Lorena da Silva Santos, companheira do assassino confesso, Gilbson Cesar Soares Cutrim Junior.
Gilbson, condenado a 13 anos de prisão, teria sido contratado para negociar a devolução de valores devidos pelo governo a empresas. Segundo Lorena, Daniel Brandão e um vereador local, Beto Castro (Avante), estariam envolvidos na divisão das propinas, que seriam utilizadas em campanhas eleitorais. A PF já enviou o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) devido ao foro privilegiado de Daniel.
Apesar de sua proximidade com o crime, Daniel Brandão não foi chamado para depor nas investigações iniciais. O governo do Maranhão afirmou que todas as diligências necessárias foram realizadas, mas a ausência de seu depoimento gerou questionamentos. Imagens de videomonitoramento e depoimentos confirmaram sua presença no local do crime, mas ele foi tratado como “indivíduo não identificado” nas fases iniciais da investigação.
A situação se complica ainda mais com a revelação de que Daniel registrou um boletim de ocorrência em setembro de 2022, alegando ter sido alvo de extorsão por parte da família de Gilbson. A investigação continua em andamento, enquanto a política no Maranhão se polariza entre os aliados de Brandão e os antigos apoiadores de Flávio Dino, ex-governador e atual ministro do STF.
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