- O Ministério Público denunciou dez pessoas, incluindo o prefeito afastado Marcelo Lima, por um esquema de corrupção em São Bernardo do Campo (SP).
- O esquema causou um dano financeiro de R$ 16 milhões ao município, afetando áreas como saúde e infraestrutura.
- O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deu um prazo de 15 dias para que Lima apresente sua defesa.
- Paulo Iran Paulino da Costa, identificado como operador principal, foi preso com R$ 14 milhões e é acusado de pagar despesas pessoais do prefeito.
- A operação, chamada Estafeta, resultou na apreensão de R$ 1,9 milhão e a prefeitura anunciou auditorias para analisar contratos.
A investigação sobre um esquema de corrupção na Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP) resultou na denúncia de dez pessoas, incluindo o prefeito afastado Marcelo Lima. O Ministério Público aponta um dano financeiro de R$ 16 milhões ao município, envolvendo áreas como saúde, limpeza urbana e infraestrutura.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) concedeu um prazo de 15 dias para que Lima apresente sua defesa. A Promotoria afirma que o esquema, supostamente liderado por Lima, envolvia percentuais sobre contratos com a Fundação ABC, uma organização social de saúde. Em resposta, a administração municipal informou que já havia iniciado auditorias para analisar convênios e contratos.
Detalhes do Esquema
Entre os denunciados, Paulo Iran Paulino da Costa é identificado como o operador principal, preso com R$ 14 milhões em julho. Ele teria utilizado recursos para pagar despesas pessoais do prefeito e de sua família. Antonio Rene da Silva Chagas, diretor na Secretaria de Coordenação Governamental, é apontado como intermediário, mantendo comunicação secreta sobre transações ilegais.
Fábio Augusto do Prado, secretário de Coordenação Governamental, também foi afastado e é acusado de articular a distribuição de dinheiro a vereadores. O vereador Ary José de Oliveira é mencionado como beneficiário do esquema, com conversas que indicam pagamentos em troca de favores.
Implicações e Reações
A operação, chamada Estafeta, resultou na apreensão de R$ 1,9 milhão e outros valores em diversas empresas ligadas aos denunciados. A defesa de alguns acusados alega erros de identificação e questiona a legalidade das acusações. A Promotoria, por sua vez, se comprometeu a se manifestar sobre as defesas apresentadas.
A situação em São Bernardo do Campo continua a se desenrolar, com a administração municipal afirmando que os serviços públicos não foram impactados. A instalação de uma comissão especial para reforçar a apuração dos contratos é uma das medidas anunciadas pela prefeitura.
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