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Israel ataca hospital em Gaza e causa morte de 15 pessoas, incluindo jornalistas

Ataque ao Hospital Nasser em Gaza mata 15, incluindo quatro jornalistas; ONU e organizações criticam a ação como violação internacional

Foto: Reprodução
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  • Um ataque aéreo israelense ao Hospital Nasser, na faixa de Gaza, resultou na morte de pelo menos 15 pessoas, incluindo quatro jornalistas.
  • O incidente ocorreu enquanto equipes de resgate atendiam feridos de um primeiro bombardeio.
  • Entre os jornalistas mortos estão Husam al-Masri, cameraman da Reuters, e Mariam Dagga, freelancer da Associated Press.
  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o ataque como um “acidente trágico” e anunciou uma investigação.
  • O ataque gerou condenações internacionais, com a ONU e organizações de direitos humanos destacando que jornalistas e hospitais não devem ser alvos em conflitos.

Um ataque aéreo israelense ao Hospital Nasser, localizado na faixa de Gaza, resultou na morte de pelo menos 15 pessoas, incluindo quatro jornalistas de veículos internacionais. O incidente ocorreu nesta segunda-feira, enquanto equipes de resgate atendiam os feridos de um primeiro bombardeio. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o evento como um “acidente trágico” e anunciou a abertura de uma investigação.

Entre os jornalistas mortos, estão Husam al-Masri, cameraman da Reuters, e Mariam Dagga, freelancer da Associated Press. Também foram identificados Mohammed Salameh, da Al Jazeera, e Muath Abu Taha, fotógrafo da NBC. O ataque foi realizado em duas etapas: o primeiro bombardeio foi seguido por um segundo, que atingiu o local enquanto os socorristas trabalhavam. Imagens do local mostram fumaça e caos, com pessoas correndo e gritando.

Reações e Consequências

Este ataque ocorre apenas duas semanas após a morte de seis jornalistas, incluindo quatro da Al Jazeera, em um ataque direcionado próximo ao Hospital al-Shifa. A ONU e organizações de direitos humanos condenaram o ataque, considerando-o uma grave violação do direito internacional. O Escritório de Direitos Humanos da ONU destacou que jornalistas e hospitais não devem ser alvos em conflitos.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que o ataque tinha como alvo Anas al-Sharif, um repórter da Al Jazeera, acusado de liderar uma célula terrorista do Hamas. No entanto, o Comitê para Proteger Jornalistas (CPJ) criticou a falta de evidências para sustentar essa alegação. O número de jornalistas mortos em Gaza durante os últimos 22 meses de conflito já ultrapassa 200, segundo dados do CPJ.

O ataque ao Hospital Nasser gerou condenações internacionais, incluindo do ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, que pediu um cessar-fogo imediato. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também se manifestou, ressaltando a importância dos serviços de saúde na área atingida.

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