- Sete policiais militares irão a júri popular no dia 11 de novembro de 2023, acusados de omissão na chacina do Curió, que deixou 11 mortos em Fortaleza em novembro de 2015.
- O Ministério Público do Ceará afirma que os réus, que estavam em serviço, não tomaram as medidas necessárias para impedir os assassinatos.
- O júri ocorrerá no Fórum Clóvis Beviláqua e é o quarto julgamento relacionado ao caso, que já teve condenações e absolvições anteriores.
- A acusação inclui 11 homicídios qualificados e três tentativas de homicídio, além de denúncias de tortura física e psicológica.
- Um novo júri está agendado para 22 de setembro de 2025, envolvendo três réus.
No ano em que se completa uma década da chacina do Curió, sete policiais militares irão a júri popular nesta segunda-feira, 11 de novembro de 2023. Eles são acusados de omissão durante os crimes que resultaram na morte de 11 pessoas em Fortaleza, em novembro de 2015. O Ministério Público do Ceará afirma que os réus, que estavam em serviço, não tomaram as medidas necessárias para impedir os assassinatos.
O júri ocorrerá no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza, e faz parte de um processo judicial que já teve três julgamentos anteriores. A acusação inclui 11 homicídios qualificados e três tentativas de homicídio, além de denúncias de tortura física e psicológica. A motivação dos crimes, segundo os promotores, foi uma retaliação pela morte do soldado Valtermberg Chaves Serpa.
Este é o quarto julgamento relacionado à chacina. O primeiro, em junho de 2023, resultou na condenação de quatro réus. O segundo, em agosto, absolveu oito policiais, enquanto o terceiro, em setembro, teve condenações parciais e absolvições. Um novo júri está agendado para 22 de setembro de 2025, envolvendo três réus.
A denúncia inicial, apresentada em 2016, envolveu 45 policiais militares e foi elaborada por 12 promotores, com mais de 3.300 páginas de documentos. O caso gerou grande repercussão, com a participação de moradores que tentaram socorrer as vítimas. A chacina ocorreu na noite de 11 para 12 de novembro de 2015, quando as vítimas foram escolhidas aleatoriamente.
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