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STF convoca sessão extraordinária para discutir verbas do Judiciário fora do teto

Ministro Alexandre de Moraes convoca sessão virtual para decidir sobre exclusão do teto de gastos em receitas do Judiciário nos dias 26 e 27 de setembro

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, cancelou o pedido de destaque para julgamento presencial sobre a exclusão do teto de gastos para receitas próprias do Judiciário.
  • Uma sessão virtual extraordinária foi convocada para os dias 26 e 27 de setembro para concluir a votação.
  • Em abril, o STF decidiu que o teto de gastos não se aplica a todas as receitas dos tribunais, excluindo custas e emolumentos.
  • A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou um recurso pedindo esclarecimentos sobre a decisão, argumentando que a exclusão deve se restringir às receitas geradas pelo Judiciário.
  • A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) propôs a Ação Direta de Inconstitucionalidade, defendendo que recursos de órgãos como universidades também devem ser excluídos do teto.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes cancelou o pedido de destaque que levaria a julgamento presencial a ação sobre a exclusão do teto de gastos para receitas próprias do Judiciário. Em vez disso, foi convocada uma sessão virtual extraordinária para os dias 26 e 27 de setembro, com o objetivo de concluir a votação.

Em abril, o STF decidiu, por unanimidade, que o limite de gastos não se aplica a todas as receitas dos tribunais, excluindo receitas como custas e emolumentos do cálculo do teto fiscal. O governo federal, no entanto, apresentou um recurso solicitando esclarecimentos sobre a extensão dessa decisão. A Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que a interpretação deve abranger apenas as receitas geradas pelo próprio Judiciário, excluindo custas e emolumentos.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade, que está em julgamento, foi proposta pela Associação dos Magistrados do Brasil (AMB). A entidade defende que recursos próprios de órgãos como universidades e empresas públicas também devem ser excluídos do teto. Para a AMB, as receitas que financiam atividades específicas do Judiciário devem ser consideradas fora do limite fiscal.

No julgamento anterior, o relator Alexandre de Moraes destacou que a retenção de recursos orçamentários provenientes de receitas próprias prejudica a autonomia do Judiciário. Ele afirmou que as receitas da União seguirão o teto fiscal, mas as angariadas pelo Judiciário por iniciativa própria estão isentas. Moraes e o ministro Cristiano Zanin já votaram pela rejeição do recurso da AGU, enquanto os demais ministros se pronunciarão nas próximas sessões.

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