- O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, agendou o interrogatório de três deputados federais do PL para quinta-feira, 28, às 9h.
- Os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa são acusados de venda de emendas parlamentares.
- Eles enfrentam acusações de corrupção passiva e organização criminosa, com a Procuradoria-Geral da República alegando solicitação de R$ 1,6 milhão em propina.
- A investigação da Polícia Federal revelou uma estrutura que exigia devolução de verbas de prefeitos, com Josimar Maranhãozinho identificado como líder do esquema.
- A audiência de interrogatório é um passo importante antes do encerramento da instrução processual e da apresentação das alegações finais.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, agendou para quinta-feira, 28, às 9h, o interrogatório de três deputados federais do PL, acusados de venda de emendas parlamentares. Os réus são Josimar Maranhãozinho (MA), Pastor Gil (MA) e o suplente Bosco Costa (SE). A decisão de Zanin ocorre antes do encerramento da instrução processual e da apresentação das alegações finais.
Os deputados enfrentam acusações de corrupção passiva e organização criminosa, com a Procuradoria-Geral da República alegando que o grupo solicitou R$ 1,6 milhão em propina ao ex-prefeito de São José do Ribamar (MA), Eudes Ribeiro, para liberar uma emenda de quase R$ 7 milhões. A investigação da Polícia Federal revelou que as tratativas foram interceptadas por meio de mensagens.
Estrutura do Esquema
A PF identificou uma estrutura armada que atuava para exigir a devolução de verbas de prefeitos. O agiota Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, emprestava dinheiro aos parlamentares, que se comprometiam a devolver os valores desviando parte das emendas. Maranhãozinho é apontado como o líder da organização, utilizando sua experiência para direcionar recursos e exigir devoluções.
Pastor Gil e Bosco Costa também integravam o núcleo político da organização, desviando recursos de emendas de suas autorias e negociando diretamente com lobistas. A investigação ainda revelou que um site local foi utilizado para desacreditar o ex-prefeito Ribeiro, que denunciou o esquema às autoridades.
A PGR argumenta que, mesmo que os deputados não tenham conseguido concretizar o plano criminoso, isso não impede a caracterização de corrupção passiva. A audiência de interrogatório é um passo crucial no andamento do processo, que já acumula evidências substanciais contra os acusados.
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