- Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, denunciou ameaças de morte e a “adultização” de crianças na internet, resultando em investigações sobre sua segurança.
- Duas pessoas foram presas em Olinda, Pernambuco, por ameaças a Felca e por acesso ilegal a dados da polícia.
- Os detidos, Cayo Lucas, de 21 anos, e Paulo Vinícius, possuíam conhecimento avançado de informática e acessos a sistemas da polícia e do Judiciário.
- Cayo Lucas é suspeito de emitir mandados de busca e apreensão e de estar vinculado a um grupo que comercializa material infantil.
- As prisões ocorreram após uma decisão judicial que permitiu a quebra de sigilo de um usuário que ameaçou Felca.
Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, denunciou ameaças de morte e a “adultização” de crianças na internet, resultando em investigações sobre sua segurança. Recentemente, duas pessoas foram presas em Olinda, Pernambuco, por envolvimento nas ameaças e por acesso ilegal a dados da polícia.
Os detidos, identificados como Cayo Lucas, de 21 anos, e Paulo Vinícius, possuíam conhecimento avançado de informática e acesso a bancos de dados da polícia e do Judiciário. Segundo o delegado Guilherme Caselli, os suspeitos obtinham informações sigilosas e até emitiam mandados de busca e apreensão contra possíveis vítimas. O acesso foi realizado de forma ilegal por meio de grupos no Telegram, onde os suspeitos cobravam valores significativos pelas informações.
Cayo Lucas é apontado como autor de parte das ameaças contra Felca e está sendo investigado por integrar um grupo que comercializava material infantil. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, destacou a gravidade do crime, enquanto Caselli mencionou que as investigações ainda estão em fase inicial. Há indícios de que Cayo possa estar vinculado a uma estrutura que explora sexualmente crianças e adolescentes por meio de desafios em aplicativos de mensagens.
Paulo Vinícius foi encontrado ao lado de Cayo com um computador acessando o sistema da Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco. Ambos confessaram ter adquirido os acessos em grupos do Telegram e foram autuados por invasão de dispositivo informático. Um deles admitiu ter acesso a sistemas de todas as polícias do Brasil e do Poder Judiciário, conseguindo incluir informações falsas em mandados de prisão.
As prisões ocorreram após Felca obter uma decisão judicial que permitiu a quebra de sigilo de um usuário que o ameaçou de morte. A polícia investiga crimes de ameaça, perseguição e associação criminosa em ambiente virtual, com diligências em andamento para identificar outros envolvidos.
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