- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a Coreia do Sul antes de uma cúpula com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, em 25 de agosto de 2025.
- Trump insinuou que poderia haver um “expurgo” no governo sul-coreano, sem apresentar provas.
- O ministro da Justiça da Coreia do Sul, Jung Sung-ho, respondeu que as informações de Trump estavam distorcidas.
- Durante a cúpula, os líderes discutiram gastos com defesa, com Trump sugerindo que a Coreia do Sul deveria assumir mais responsabilidades financeiras.
- Trump também expressou interesse em um novo encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, destacando a importância de melhorar as relações intercoreanas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a Coreia do Sul nesta segunda-feira (25), horas antes de uma cúpula com o novo presidente sul-coreano, Lee Jae Myung. As tensões entre os dois países aumentaram devido a divergências sobre gastos com defesa e comércio, colocando à prova uma aliança de décadas. Trump insinuou, em suas redes sociais, que “parece haver um expurgo ou revolução” em andamento na Coreia do Sul, sem apresentar evidências.
As declarações de Trump ocorreram enquanto Lee se preparava para suas primeiras conversas com o presidente americano. O ministro da Justiça sul-coreano, Jung Sung-ho, respondeu às críticas, afirmando que as informações de Trump estavam distorcidas. Lee, que assumiu o cargo em junho após a destituição de seu antecessor, Yoon Suk Yeol, busca um equilíbrio nas relações com os EUA e a China, seu principal parceiro comercial.
Críticas e Relações Bilaterais
Trump, que já havia chamado a Coreia do Sul de “máquina de dinheiro” em relação à proteção militar americana, expressou preocupação com a situação política no país. Ele mencionou operações em igrejas e uma base militar americana, sem fornecer detalhes. O governo sul-coreano está investigando conexões entre a Igreja da Unificação e protestos recentes, o que gerou tensões adicionais.
A economia sul-coreana é fortemente dependente dos EUA, que mantém cerca de 28.500 soldados no país. Durante a cúpula, os líderes discutiram a necessidade de revisão dos custos de defesa, com Trump sugerindo que a Coreia do Sul deveria arcar com mais responsabilidades financeiras. Lee, por sua vez, propôs um investimento de 150 bilhões de dólares para revitalizar a construção naval nos Estados Unidos.
Encontro com Kim Jong-un
Além das tensões com a Coreia do Sul, Trump revelou interesse em um novo encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Lee elogiou Trump como a única pessoa capaz de melhorar as relações intercoreanas, destacando que, durante o primeiro mandato de Trump, a região experimentou um período de paz. No entanto, a Coreia do Norte intensificou seu desenvolvimento nuclear, aumentando as preocupações sobre a segurança regional.
As críticas de Trump e a situação política interna da Coreia do Sul refletem um momento delicado para Lee, que busca fortalecer os laços com os EUA em meio a um cenário de incertezas e desafios. A cúpula entre os presidentes é vista como um teste crucial para a política externa sul-coreana.
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