- O governo da Venezuela enviou 15 mil soldados para a fronteira com a Colômbia para intensificar o combate ao tráfico de drogas.
- A operação se concentrará nos estados de Zulia e Táchira e contará com veículos, aeronaves e drones.
- O ministro do Interior, Diosdado Cabello, pediu colaboração das autoridades colombianas para garantir a segurança na região.
- A mobilização militar ocorre enquanto os Estados Unidos enviam três destróieres de mísseis para a costa venezuelana, alegando combater o tráfico internacional de drogas.
- O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, refutou a existência do “Cartel dos Sóis”, considerando as acusações uma tentativa de desestabilizar governos.
A Venezuela anunciou o envio de 15 mil soldados para a fronteira com a Colômbia, com o objetivo de intensificar o combate ao tráfico de drogas. A mobilização ocorre em meio a tensões com os Estados Unidos, que acusam o governo de Nicolás Maduro de estar ligado a atividades de narcotráfico, incluindo a suposta existência do “Cartel dos Sóis”.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, afirmou que a operação se concentrará nos estados de Zulia e Táchira, áreas críticas para a segurança na fronteira. Ele destacou que o envio de tropas inclui veículos, aeronaves e drones, além de operações já em andamento com as Unidades de Reação Rápida das Forças Armadas. Cabello também pediu colaboração das autoridades colombianas para garantir a segurança na região.
Acusações e Respostas
As ações do governo venezuelano coincidem com a mobilização de três destróieres de mísseis americanos na costa da Venezuela, que, segundo Washington, visam combater o tráfico internacional de drogas. Cabello criticou a presença militar dos EUA, questionando por que não atuam contra os 87% das drogas que saem da Colômbia. Ele afirmou que o governo venezuelano está comprometido em combater o narcotráfico, tendo apreendido 52,7 toneladas de drogas até o momento.
Maduro, por sua vez, denunciou a mobilização militar dos EUA como uma ameaça e anunciou a formação de milícias em resposta. O governo venezuelano nega qualquer envolvimento com o narcotráfico e atribui as acusações à oposição, que, segundo eles, estaria apoiando operações de tráfico colombianas.
Contexto Geopolítico
O presidente colombiano, Gustavo Petro, refutou a existência do “Cartel dos Sóis”, chamando as acusações de uma “excusa fictícia” utilizada para desestabilizar governos. Recentemente, os governos da Venezuela e da Colômbia assinaram um memorando para criar uma zona econômica binacional, mas a nova realidade militar levanta preocupações sobre a viabilidade dessa colaboração.
As tensões entre os dois países estão em alta, especialmente após a designação do “Cartel de los Sóis” como uma organização terrorista pela administração dos EUA. Essa situação pode complicar ainda mais as relações bilaterais, que buscam um caminho para a cooperação em meio a crescente pressão internacional sobre o governo venezuelano.
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