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China busca influenciar a comunidade chinesa nas eleições de Nova York

Clubes sociais chineses em Nova York influenciam eleições, apoiando candidatos do Partido Comunista e intimidando opositores ao regime.

Pessoas caminham na região de Chinatown em Nova York, nos Estados Unidos (Foto: Kylie Cooper-14.abr.25/Reuters)
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  • Clubes sociais chineses em Nova York têm influenciado eleições locais, apoiando candidatos do Partido Comunista da China.
  • Essas associações, conhecidas como associações de conterrâneos, colaboram com o consulado chinês para intimidar políticos opositores.
  • Nos últimos cinco anos, mais de cinquenta organizações ligadas à China mobilizaram recursos para apoiar candidatos, muitas vezes infringindo leis eleitorais.
  • O consulado chinês nega interferência, mas análises mostram que essas associações promovem abertamente a agenda de Pequim.
  • Casos de perseguição a opositores, como o ex-capelão Yan Xiong, foram documentados, evidenciando a pressão sobre políticos que criticam o regime.

Em Nova York, clubes sociais de origem chinesa têm exercido influência significativa nas eleições locais, apoiando candidatos alinhados ao Partido Comunista da China e minando a carreira de políticos opositores. Recentemente, o New York Times destacou como essas organizações, muitas vezes isentas de impostos, têm atuado para frustrar candidaturas de figuras que desafiam o regime chinês.

Esses grupos, conhecidos como associações de conterrâneos, têm uma longa história na cidade, mas nos últimos anos se tornaram ferramentas do consulado chinês em Manhattan. Relatos indicam que líderes dessas associações, temendo represálias, colaboram com autoridades consulares para intimidar políticos que apoiam Taiwan ou criticam o governo de Pequim. A interferência, embora pareça modesta, visa sufocar a dissidência na diáspora chinesa, conforme apontou Audrye Wong, pesquisadora do American Enterprise Institute.

Nos últimos cinco anos, mais de 50 organizações ligadas à China mobilizaram recursos para apoiar candidatos, muitas vezes violando leis que proíbem instituições de caridade de se envolverem em atividades políticas. O consulado chinês nega qualquer interferência nas eleições, afirmando que suas interações são transparentes. No entanto, a análise de redes sociais e veículos de comunicação em língua chinesa revelou que essas associações têm promovido abertamente a agenda política de Pequim.

Casos específicos de perseguição a opositores também foram documentados. Yan Xiong, um ex-capelão do Exército e crítico do regime, enfrentou tentativas de desmoralização orquestradas por agentes chineses. Outros políticos, como o senador estadual John C. Liu e a senadora Iwen Chu, também foram alvo de pressão após se envolverem com líderes taiwaneses.

A complexa relação entre políticos locais e essas associações é mutuamente benéfica, com muitos políticos buscando o apoio de grupos alinhados à China para garantir votos. O ex-prefeito Eric Adams, por exemplo, recebeu apoio de várias dessas organizações em sua campanha de reeleição, enquanto líderes comunitários mobilizam seus membros para garantir vitórias eleitorais.

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