- A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou seus trabalhos em Brasília no dia 26 de agosto de 2025.
- O objetivo é investigar fraudes que causaram desvios de aproximadamente R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
- O relator, deputado Alfredo Gaspar, apresentou um plano de trabalho com seis eixos de investigação, focando em mapear o esquema fraudulento e identificar os responsáveis.
- Foram analisados 35 requerimentos, incluindo convocações de ex-ministros da Previdência Social e dez ex-presidentes do INSS.
- A CPMI terá um prazo inicial de 180 dias para concluir suas atividades e busca intensificar os debates sobre a gestão da Previdência Social nos últimos anos.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS iniciou seus trabalhos nesta terça-feira, 26, em Brasília, com o objetivo de investigar fraudes que resultaram em desvios de aproximadamente 6,3 bilhões de reais entre 2019 e 2024. A CPMI foi criada após a revelação de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, e já conta com mais de 900 requerimentos de convocação e diligências pendentes.
Durante a primeira reunião, o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou um plano de trabalho que abrange seis eixos de investigação. O foco inicial será mapear o esquema fraudulento e identificar os responsáveis, incluindo servidores do INSS e empresários do setor financeiro. Gaspar enfatizou que sua atuação será imparcial, sem “protegidos” ou “perseguidos”.
Entre os requerimentos analisados, destacam-se as convocações de ex-ministros da Previdência Social, como Eduardo Gabas (Dilma Rousseff), Marcelo Caetano (Michel Temer), José Carlos Oliveira (Jair Bolsonaro) e Carlos Lupi (Lula 3). Lupi, que deixou o cargo em maio, é considerado um dos principais alvos da oposição, com pelo menos 11 pedidos de convocação.
Convocações e Autoridades
A CPMI também convocou dez ex-presidentes do INSS que estiveram à frente do órgão desde 2012, como Lindolfo Neto de Oliveira Sales e Renato Rodrigues Vieira. Além disso, autoridades da Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal poderão ser chamadas a contribuir com a investigação.
O colegiado, presidido pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), terá um prazo inicial de 180 dias para concluir suas atividades. O governo, que não conseguiu os principais cargos da comissão, busca recuperar espaço ao articular a escolha do vice-presidente, que deve ser definida ainda nesta semana. A CPMI promete ser um espaço de intensos debates e investigações sobre a gestão da Previdência Social nos últimos anos.
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