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Dino exige que Câmara informe sobre urgência do projeto de ‘adultização’

Ministro Flávio Dino cobra informações sobre urgência na votação do "PL da Adultização" após questionamento de deputado sobre processo legislativo

Foto: Reprodução
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, solicitou informações à Câmara dos Deputados sobre a urgência na votação do “PL da Adultização”.
  • O pedido foi motivado por um mandado de segurança do deputado Marcos Pollon, que questiona a votação simbólica que definiu a urgência do projeto.
  • A votação ocorreu em 19 de setembro e gerou controvérsias, especialmente entre a oposição, que pediu o registro nominal dos votos.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, alegou que o pedido de registro foi feito fora do prazo.
  • Dino estabeleceu um prazo de dez dias para que a Câmara apresente as informações solicitadas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, requisitou à Câmara dos Deputados informações sobre a urgência na votação do “PL da Adultização”, que visa proteger crianças e adolescentes em plataformas digitais. O pedido foi motivado por um mandado de segurança do deputado Marcos Pollon (PL-MS), que questiona a votação simbólica que definiu a urgência do projeto.

A votação ocorreu na terça-feira, 19 de setembro, e gerou controvérsias, especialmente entre a oposição, que pediu o registro nominal dos votos. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), alegou que o pedido foi feito fora do prazo. Dino estabeleceu um prazo de 10 dias para que a Câmara apresente as informações solicitadas, enfatizando a importância de um exame cuidadoso das alegações.

Objetivos do Projeto

O “PL da Adultização”, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-ES), tem como principal objetivo garantir que as plataformas digitais adotem medidas de proteção para menores. Entre as obrigações, destaca-se a vinculação das contas de usuários menores a responsáveis e a remoção de conteúdos abusivos. As penalidades para descumprimento podem variar de R$ 10 por usuário até R$ 50 milhões, além de possíveis suspensões das atividades das empresas.

O projeto também exige que as plataformas implementem mecanismos de verificação de idade, evitando autodeclarações, e que apenas vítimas ou representantes legais possam denunciar abusos. Além disso, serviços com mais de 1 milhão de usuários menores devem apresentar relatórios semestrais sobre denúncias e moderamento de conteúdo.

Medidas de Proteção

Entre as principais medidas do projeto, estão ferramentas de controle parental, proibição de monetização em jogos voltados para menores e vedação de publicidade direcionada por meio de perfilamento de dados. O projeto busca, assim, garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes no ambiente digital, respondendo a preocupações crescentes sobre a exploração infantil em plataformas online.

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