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Disputa nos bastidores da Petrobras envolve cargo estratégico entre Magda e Silveira

Disputa pela Ouvidoria-Geral da Petrobras envolve apoio de líderes e pode redefinir a governança da estatal e sua relação com o governo

Presidente Lula participa da cerimônia de inauguração do Complexo de Energia Boaventura, o antigo Comperj, em Itaboraí (RJ) em 13 de setembro de 2024 (Foto: Gabriel de Paiva/O Globo)
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  • A Ouvidoria-Geral da Petrobras está sem titular desde 2022, quando Cristiano Andrade deixou o cargo.
  • A CEO da Petrobras, Magda Chambriard, apoia Renata Citriniti para a sucessão, enquanto o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defende Cristina Bueno Camatta.
  • A escolha do novo ouvidor-geral será feita pelo Conselho de Administração na próxima sexta-feira, 29.
  • O cargo é estratégico, responsável pelo canal de compliance e gestão de denúncias anônimas, com salário anual de R$ 1,6 milhão.
  • Cristina Bueno Camatta enfrenta controvérsias e um processo que pede seu afastamento do Conselho Fiscal da Petrobras, o que gera críticas sobre sua indicação.

A sucessão na Ouvidoria-Geral da Petrobras está gerando uma intensa disputa entre a CEO Magda Chambriard e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A escolha do novo titular ocorrerá na próxima sexta-feira, 29, pelo Conselho de Administração da estatal.

Magda Chambriard apoia a atual gerente executiva de conformidade, Renata Citriniti, enquanto Silveira defende a indicação de Cristina Bueno Camatta, sua assessora no ministério e presidente do Conselho Fiscal da Petrobras. Ambas as candidatas, junto com a diretora jurídica Paula Porto, farão parte da lista tríplice que será analisada pelo conselho.

O cargo de ouvidor-geral é considerado estratégico, pois é responsável pelo canal de compliance e pela gestão de denúncias anônimas. Além disso, a ouvidoria processa consultas relacionadas à Lei de Conflito de Interesses e monitora o cumprimento da Lei Anticorrupção e da Lei Geral de Proteção de Dados. O salário anual para o cargo é de R$ 1,6 milhão, incluindo bônus.

Cristina Bueno Camatta, conhecida como uma das “silveirinhas”, é alvo de controvérsias. Ela foi indicada por Silveira para o Conselho Fiscal em março de 2023 e enfrenta um processo que pede seu afastamento do cargo. A Petrobras já se manifestou sobre a ação popular que classifica sua indicação como uma “interferência política”.

A disputa reflete a busca de Silveira por maior influência na Petrobras, enquanto Magda busca fortalecer sua equipe. A CEO já expressou críticas ao modelo de integridade da ouvidoria, especialmente em relação ao volume de denúncias anônimas durante sua gestão. A escolha do novo ouvidor-geral poderá impactar a dinâmica de poder dentro da estatal e a relação entre os ministérios e a empresa.

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