- A Educafro ajuizou uma ação civil pública contra o Flamengo, acusando o clube de racismo estrutural.
- O processo tramita na Justiça Federal do Rio de Janeiro e pede R$ 100 milhões em indenização por danos morais coletivos.
- A associação menciona casos de racismo “velado” e critica a elitização dos estádios, com ingressos cada vez mais caros.
- Entre as propostas estão a criação de uma comissão de igualdade racial e a implementação de cotas raciais em cargos de liderança.
- A ação busca mudanças efetivas nas práticas administrativas dos clubes e reflete uma luta mais ampla contra o racismo no esporte.
A Educafro, associação que defende a igualdade racial no Brasil, protocolou uma ação civil pública contra o Flamengo, acusando o clube de racismo estrutural. O processo, que tramita na Justiça Federal do Rio de Janeiro, pede R$ 100 milhões em indenização por danos morais coletivos e a implementação de medidas para promover a igualdade racial.
No documento de 38 páginas, a Educafro menciona casos de racismo “velado” no clube, como a desvalorização de jogadores como Adílio e Andrade. A associação critica também a elitização dos estádios, com ingressos cada vez mais caros, e cita declarações problemáticas de dirigentes do Flamengo. Em julho de 2025, o novo diretor da base do clube fez comentários discriminatórios sobre a África, enquanto o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, minimizou o racismo nos estádios sul-americanos.
Medidas Propostas
A Educafro não se limita a responsabilizar o Flamengo, mas busca mudanças em todo o futebol brasileiro. Frei David, representante da associação, afirma que o foco é a estrutura do racismo institucionalizado, que não se resolve apenas com ações simbólicas. Entre as propostas estão a criação de uma comissão de igualdade racial com participação da sociedade civil, a implementação de cotas raciais em cargos de liderança e a democratização do acesso aos jogos, com ingressos sociais a R$ 10.
A ação da Educafro reflete uma luta mais ampla contra o racismo no esporte, buscando responsabilizar instituições e promover mudanças efetivas nas práticas administrativas dos clubes.
Entre na conversa da comunidade