- O Conselho de Ministros da Espanha declarou zonas afetadas por emergências devido a incêndios florestais e inundações em junho.
- A medida visa facilitar a liberação de ajudas diretas e isenções fiscais para as áreas devastadas.
- Um novo real decreto será criado para atualizar as ajudas financeiras, que não são revisadas desde 2005.
- As novas quantias de ajuda serão ajustadas para refletir os danos causados, com a possibilidade de serem retroativas.
- O governo enfrenta críticas da oposição, que pede ações mais efetivas e a criação de um registro nacional para pirômanos.
O Conselho de Ministros da Espanha aprovou, nesta terça-feira, a declaração de zonas afetadas por emergências em resposta aos incêndios florestais e inundações ocorridos em junho. Essa medida visa facilitar a liberação de ajudas diretas e isenções fiscais para as áreas devastadas.
O governo anunciou a criação de um novo real decreto que atualizará as ajudas financeiras, que não são revisadas desde 2005. O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, afirmou que as novas quantias serão ajustadas para refletir melhor os danos causados pelos desastres naturais. O governo planeja que as futuras ajudas sejam retroativas.
As novas medidas abrangem os 113 incêndios florestais registrados, com 15 grandes focos ainda ativos em regiões como Castilha e Leão, Astúrias e Galícia. Além disso, cinco emergências por inundações foram registradas desde o final de junho. As quantias atuais, estabelecidas em 2005, incluem 18 mil euros por falecimento e até 15.120 euros para a destruição total de residências, valores considerados insuficientes pelo governo.
Resposta Governamental
A legislação vigente também prevê isenções fiscais para imóveis e estabelecimentos afetados. O governo já havia adotado medidas específicas para vítimas de desastres anteriores, como a erupção do vulcão em La Palma e a dana em Valência, que resultaram em ajudas significativamente mais altas.
A situação atual gerou críticas da oposição, especialmente do Partido Popular (PP), que responsabiliza o governo pela falta de ação em comunidades afetadas. O líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, apresentou um conjunto de 50 medidas para as áreas impactadas, incluindo a criação de um registro nacional para pirômanos, embora dados oficiais indiquem que a maioria dos incêndios não é causada por ações intencionais.
O governo, por sua vez, defende a necessidade de um Pacto de Estado para melhorar a coordenação entre diferentes administrações, independentemente de suas orientações políticas. A proposta, no entanto, foi desconsiderada pelo PP, que a considera uma “cortina de fumaça”.
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