- Famílias palestinas deixaram a Cidade de Gaza em 24 de outubro devido a bombardeios intensos.
- Os ataques israelenses afetaram os subúrbios de Sabra, Shejaia e Tuffah, além da cidade de Jabalia, causando destruição.
- As Forças Armadas de Israel afirmaram que as operações visam localizar armamentos e destruir túneis do Hamas.
- Em Israel, protestos exigem a libertação de reféns e o fim da guerra, com manifestantes bloqueando estradas em Tel Aviv.
- Desde o início do conflito em 7 de outubro, cerca de 62.000 palestinos foram mortos, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
Mais famílias palestinas deixaram a Cidade de Gaza nesta terça-feira, 24 de outubro, em meio a intensos bombardeios israelenses. Os ataques, que ocorreram durante a noite, afetaram principalmente os subúrbios de Sabra, Shejaia e Tuffah, além da cidade de Jabalia, resultando em destruição de casas e infraestrutura. Moradores descreveram os bombardeios como “terremotos”, com o objetivo de forçar a população a deixar suas residências.
As Forças Armadas de Israel afirmaram que as operações visam localizar armamentos e destruir túneis utilizados por militantes do Hamas. Apesar das críticas internacionais e dos protestos em Israel, o governo se prepara para uma nova ofensiva na Cidade de Gaza, considerada o último bastião do Hamas. Na segunda-feira, ataques aéreos no Hospital Nasser, em Khan Younis, resultaram na morte de pelo menos 20 pessoas, incluindo jornalistas.
Protestos em Israel
Em Israel, manifestações em várias cidades exigem a libertação dos reféns e o fim da guerra. Em Tel Aviv, manifestantes bloquearam estradas, segurando fotos de reféns e clamando por um objetivo claro na guerra. Einav Zangauker, mãe de um refém, questionou como os vivos e mortos serão trazidos de volta e quem governará Gaza após o conflito.
Desde o início da guerra em 7 de outubro, cerca de 62.000 palestinos foram mortos, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. A crise humanitária se agrava, com quase toda a população do enclave deslocada internamente. A guerra teve início após um ataque do Hamas que resultou na morte de aproximadamente 1.200 israelenses e na captura de 251 reféns.
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