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Itamaraty classifica ofensas de Israel como inaceitáveis e defende posição brasileira

Tensão entre Brasil e Israel aumenta após acusações de antissemitismo e rebaixamento das relações diplomáticas entre os países

Post do ministro da Defesa, Israel Katz, sobre o presidente Lula (Foto: Reprodução)
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  • O governo de Israel rebaixou suas relações diplomáticas com o Brasil após a não aprovação do novo embaixador, Gali Dagan.
  • O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de antissemitismo e apoio ao Hamas.
  • Lula criticou a condução israelense na Faixa de Gaza, comparando as ações do governo de Tel Aviv ao Holocausto.
  • O Ministério das Relações Exteriores do Brasil rebatou as acusações, considerando-as ofensas e inverdades.
  • O Brasil também destacou que Israel está sob investigação da Corte Internacional de Justiça por possíveis violações da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio.

Após o governo israelense anunciar o rebaixamento das relações diplomáticas com o Brasil, a tensão entre os dois países se intensificou. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de antissemitismo e de ser um “apoiador do Hamas”. Essa declaração ocorreu em meio a críticas de Lula à condução israelense na Faixa de Gaza, onde ele comparou as ações do governo de Tel Aviv ao Holocausto.

O rebaixamento das relações se deu após o Brasil não aprovar a indicação do novo embaixador israelense, Gali Dagan. O governo brasileiro não respondeu ao pedido de agrément, uma autorização diplomática necessária, o que foi interpretado como uma recusa. Em resposta, Israel decidiu conduzir suas relações com o Brasil em um “nível diplomático inferior”.

Críticas e Respostas

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu uma nota rebatendo as acusações de Katz, considerando-as “ofensas, inverdades e grosserias inaceitáveis”. O Itamaraty também ressaltou que Israel está sob investigação da Corte Internacional de Justiça por possíveis violações da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. O governo brasileiro enfatizou a necessidade de Israel prevenir e impedir a prática de genocídio contra os palestinos.

Desde o início da guerra em Gaza, Lula tem criticado as operações israelenses, acusando o país de genocídio. O governo brasileiro condenou os ataques do Hamas, mas a retórica de Lula, que comparou as mortes de civis palestinos ao Holocausto, resultou em sua declaração como persona non grata em Israel.

Contexto Histórico

As relações entre Brasil e Israel já eram tensas desde fevereiro do ano passado, quando Lula fez suas comparações polêmicas. Desde então, o Brasil suspendeu negociações para a aquisição de equipamentos militares de empresas israelenses e se alinhou a ações no Tribunal Internacional de Justiça contra Israel. O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, reiterou que o Brasil não é contra Israel, mas sim contra as ações do governo Netanyahu.

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